Em 4 de fevereiro de 2026, Washington lançou o FORGE — Fórum de Engajamento Geoestratégico de Recursos — com 54 nações e a Comissão Europeia, apoiado por mais de US$ 30 bilhões. O objetivo: quebrar o controle de cerca de 90% da China sobre o processamento global de terras raras antes de 2030. Segundo a ficha técnica do Departamento de Estado dos EUA, o FORGE sucede a Parceria de Segurança Mineral e adiciona 11 novas estruturas bilaterais. O bloco também se alinha ao Plano de Ação EUA-UE sobre Minerais Críticos assinado em 24 de abril de 2026.
O que é o FORGE e por que agora?
Presidida pela Coreia do Sul, a coalizão quer reformular um mercado em que a China domina 90% do processamento de terras raras, 80% do tungstênio e 60% do antimônio. O gatilho foram os controles de exportação de Pequim em 2026, que elevaram preços em até seis vezes e reduziram aprovações de licenças europeias a menos de 25%. Como disse uma análise do mercado de terras raras, 'a China usa o controle como arma, não a escassez.'
Os quatro pilares estratégicos
Os US$ 30 bilhões financiam: onshoring (Project Vault de US$ 10 bi do EXIM e US$ 14,8 bi em Cartas de Interesse), friend-shoring (projetos no Triângulo do Lítio da América Latina, África e Austrália), reciclagem (economia da reciclagem de baterias para recuperar lítio e cobalto) e preços mínimos (carbonato de lítio a US$ 22/kg e óxido de NdPr a US$ 75/kg contra dumping).
FORGE vs. domínio chinês de terras raras
A China detém ~90% do processamento e 99% do refino pesado; a coalizão tem menos de 15% e precisa de 5–7 anos para novas plantas.
O Ocidente consegue escalar o processamento até 2030?
O tempo é o desafio. Novas plantas levam 5–7 anos e custam 150–250% mais. A refinaria Iluka Eneabba (Austrália) planeja 2027; a planta piloto da ANSTO abriu em 2026, mas capacidade relevante pode vir só em 2035. Os controles de exportação de terras raras de 2026 dão ao Ocidente 12–18 meses para fechar acordos. A reciclagem (EUR 12–36/kWh) ajuda, mas não substitui a mineração de terras pesadas.
Impacto geopolítico e riscos
Se funcionar, o FORGE reduz vulnerabilidades e fortalece América Latina, África e Austrália. Se falhar, os controles chineses se aprofundam. Preocupa o nacionalismo de recursos e brechas ESG, como no Ato da UE sobre Matérias-Primas Críticas. Von der Leyen chama o plano de 'necessidade estratégica'; críticos veem preços mínimos como custo aos consumidores.
FAQ: FORGE e cadeias de suprimento de terras raras
O que é o FORGE?
Coalizão de 54 nações lançada em fevereiro de 2026 para diversificar minerais críticos.
Quanto dinheiro está por trás do FORGE?
US$ 30 bilhões, incluindo US$ 10 bi do EXIM e US$ 14,8 bi em cartas de interesse.
O Ocidente pode quebrar o domínio chinês até 2030?
Improvável para terras pesadas (China refina 99%); leve e lítio podem escalar até 2027–2030.
Quais são os preços mínimos?
Carbonato de lítio a US$ 22/kg e óxido de NdPr a US$ 75/kg, contra dumping.
Conclusão
O FORGE é a resposta ocidental mais ambiciosa ao domínio chinês, mas a meta de 2030 é uma corrida contra o tempo. O risco de US$ 30 bi pode garantir lítio e cobalto, mas a independência em terras pesadas fica para depois. Como a Comissão Europeia anunciou, a execução decidirá se o bloco vira alternativa real ou ponto de discussão.
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