Em 4 de fevereiro de 2026, o Departamento de Estado dos EUA reuniu 54 nações e a Comissão Europeia para a primeira Reunião Ministerial de Minerais Críticos, lançando o Fórum de Engajamento Geostratégico de Recursos (FORGE). Com mais de US$ 30 bilhões em financiamento, o FORGE sucede a Parceria de Segurança Mineral e visa neutralizar o domínio chinês de 90% no processamento de terras raras.
Contexto: Domínio Chinês
Segundo a IEA, a China controla 60% da produção global de terras raras magnéticas e mais de 90% do refino. Em 2025-2026, apertou controles de exportação de terras raras, tungstênio e antimônio, essenciais para defesa e energia. Os Controles de exportação da China em 2026 causaram picos de preços de até seis vezes. A IEA alerta que US$ 6,5 trilhões em atividade econômica estão em risco.
FORGE: Nova Arquitetura
Liderado pela Coreia do Sul até junho de 2026, o FORGE opera com 'adesão por comércio', criando preços de referência e tarifas ajustáveis. Onze novos acordos bilaterais foram assinados, totalizando 21 em cinco meses, com países como Argentina, Marrocos e Filipinas. Os Acordos bilaterais de minerais dos EUA em 2026 formam uma zona preferencial que pode cobrir dois terços da economia global.
Projeto Vault
O Projeto Vault é uma parceria público-privada de US$ 12 bilhões para estabelecer uma Reserva Estratégica de Minerais Críticos, com US$ 10 bilhões do EXIM. Empresas pagam custos iniciais e recompram a taxas fixas. Um acordo de preço mínimo com a MP Materials fixou US$ 110/kg para óxido de neodímio-praseodímio.
Pax Silica
Lançada em março de 2026 com US$ 250 milhões, a Pax Silica apoia cadeias de semicondutores, catalisando capital de fundos soberanos. O Fundo de minerais críticos Pax Silica expandiu-se para Noruega, Finlândia e Filipinas, com Zonas de Segurança Econômica.
Impacto na Transição Energética e Defesa
Terras raras são vitais para ímãs de veículos elétricos e turbinas eólicas, com demanda dobrada desde 2015. Os estoques da OTAN cobrem apenas 6 a 9 meses de conflito; o FORGE busca preencher essa lacuna (Estoque de minerais críticos da OTAN em 2026).
Perspectivas
O Atlantic Council vê o FORGE como uma coalizão com pisos de preço coordenados. Mas a IEA alerta que projetos atuais cobrem apenas metade das necessidades de mineração até 2035, exigindo US$ 60 bilhões em investimentos. A independência total deve levar 5 a 7 anos, com custos 2 a 4 vezes maiores que os chineses.
FAQ
O que é FORGE?
Fórum multilateral permanente lançado em fevereiro de 2026 para coordenar políticas de minerais críticos entre nações aliadas, sucedendo a Parceria de Segurança Mineral.
Qual o financiamento?
Mais de US$ 30 bilhões, incluindo US$ 10 bilhões do EXIM para o Projeto Vault.
Quais países assinaram acordos?
Argentina, Marrocos, Peru, Filipinas, Emirados Árabes Unidos, Reino Unido, Equador, Guiné, Paraguai, Ilhas Cook e Uzbequistão.
Como a China domina?
A China controla 90% do refino global de terras raras e 95% da produção de ímãs.
Quando a independência ocidental?
Estimada em 5 a 7 anos, com janela crítica até novembro de 2026, quando expiram as suspensões de controles chineses.
Conclusão
O FORGE e o Projeto Vault representam um marco na contestação global de minerais críticos. No entanto, o prazo é curto: os próximos 12 a 18 meses decidirão se o Ocidente conseguirá quebrar o domínio chinês. A Perspectiva da cadeia de suprimentos de minerais críticos 2026 permanece incerta.
Fontes
- Departamento de Estado dos EUA: Reunião Ministerial de Minerais Críticos 2026
- Atlantic Council: Política de Minerais Críticos dos EUA se Torna Colaborativa com FORGE
- Bipartisan Policy Center: Projeto Vault e FORGE
- IEA: Perspectiva Global de Minerais Críticos 2025
- Departamento de Estado dos EUA: Pax Silica
- Rare Earth Exchanges: Controles de Exportação da China em 2026 Redesenham Mapa da Cadeia Global
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