Nova Guerra Fria dos Minerais: China Domina Terras Raras em 2026

Monopólio de 90% da China no refino de terras raras desencadeou aliança FORGE em 2026, contraestratégia ocidental de 54 nações com US$ 30 bilhões. Geopolítica mineral reconfigura alianças e dependências.

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Como o Estrangulamento da China em Minerais Críticos Desencadeou uma Contraestratégia Ocidental

Em 2026, a disputa por lítio, cobalto e terras raras tornou-se uma nova guerra fria dos minerais. O controle chinês — mais de 90% do refino de terras raras e 60% dos insumos de baterias — provocou uma contraestratégia ocidental. A Reunião Ministerial de fevereiro de 2026 lançou o FORGE (Fórum de Engajamento Geopolítico de Recursos), aliança de 54 nações com US$ 30 bilhões e 21 acordos bilaterais. Este artigo analisa como a disputa está redesenhando linhas geopolíticas, criando dependências de segurança e remodelando políticas industriais.

Contexto: Controles de Exportação Crescentes da China

Em outubro de 2025, a China impôs licenciamento às exportações de terras raras, reduzindo aprovações europeias para abaixo de 25% e elevando preços em até seis vezes. As restrições de exportação de terras raras atingiram disprósio e térbio, vitais para VE, turbinas eólicas e defesa. Em março de 2026, a China controlava 70% da mineração, 90% do refino e 94% da produção de ímãs permanentes. Os controles se estenderam a tungstênio, antimônio e grafite, impactando 35% da produção global de VE. A China usa restrições reversíveis para manter poder de precificação e obter concessões estratégicas.

A Aliança FORGE

Lançamento e Estrutura

Em 4 de fevereiro de 2026, os EUA sediaram a Reunião Ministerial com 54 países e a Comissão Europeia, lançando o FORGE como sucessor da Parceria de Segurança Mineral (MSP). O modelo de 'adesão por comércio' cria uma zona preferencial com preços mínimos coordenados.

US$ 30 Bilhões em Compromissos

O governo dos EUA mobilizou mais de US$ 30 bilhões, incluindo US$ 10 bilhões do EXIM para o Projeto Vault, uma reserva estratégica doméstica. Foram assinados 21 acordos bilaterais com Argentina, Marrocos, Peru, Filipinas e Reino Unido. A aliança FORGE minerais críticos é a maior tentativa de remodelar mercados desde os embargos de petróleo da OPEP.

Impacto Geopolítico

Redesenhando Linhas de Falha

A corrida cria uma paisagem fragmentada. A estratégia de minerais críticos da UE busca reduzir dependência, mas a Europa ainda importa quase 100% de lítio, cobalto, níquel e manganês. A China produz 98% dos materiais ativos de fosfato de ferro-lítio.

Novas Dependências de Segurança

Menos de 5% das terras raras são recicladas. Sem acesso estável a ímãs de NdFeB e SmCo, defesa e energia limpa enfrentam riscos. Reconstruir capacidade de processamento fora da China levaria 20 a 30 anos, com apenas 12 a 18 meses para ação, segundo o Griffith Asia Institute.

Perspectivas de Especialistas

"É a tentativa mais significativa desde os embargos da OPEP," disse um analista do Atlantic Council. "O FORGE muda de negociações bilaterais para coordenação plurilateral." A geopolítica dos minerais críticos 2026 é definida por financiamento dos EUA, autonomia da UE, plano quinquenal da China e a corrida global.

FAQ

O que é o FORGE?

Aliança de 54 nações lançada em 2026 para combater o domínio chinês, com zona preferencial de comércio e preços mínimos.

Por que terras raras são críticas?

Essenciais para defesa (F-35), energia limpa (VE, turbinas) e eletrônicos. A China refina mais de 90%.

Quanto o Ocidente comprometeu?

US$ 30 bilhões, incluindo US$ 10 bilhões para o Projeto Vault e 21 acordos bilaterais.

O Ocidente pode quebrar o domínio chinês?

Reconstruir capacidade levaria 20 a 30 anos; reciclagem e IA oferecem soluções parciais.

Riscos da fragmentação?

A guerra fria dos minerais pode dividir cadeias, aumentar custos e atrasar a transição energética.

Conclusão

A corrida redesenha alianças. Com controles chineses e o FORGE, 2026 é o período mais ativo da geopolítica mineral. O resultado determinará o futuro da energia limpa e do poder global. A competição EUA-China em terras raras se intensifica.

Fontes

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