Um relatório preliminar do NTSB confirmou que uma pá de ventilador quebrada estilhaçou uma janela em um Boeing 737-8AS da Ryanair em 10 de julho de 2026, sugando parcialmente o passageiro sérvio Ljubisa Karovic. O voo de Tessalônica para Memmingen retornou para pouso de emergência. As conclusões contradizem o CEO Michael O'Leary, que negou que alguém foi sugado e culpou danos externos.
O que aconteceu no voo da Ryanair?
Pouco após a decolagem, uma pá do motor CFM56-7B26 se soltou e atingiu a fuselagem, quebrando a janela do assento 11F e causando descompressão explosiva. Karovic, de 61 anos, foi puxado para fora até a cabeça e braço direito. Segundo o The Guardian, sua esposa e um comissário o puxaram de volta; ele sofreu ferimentos significativos. Os pilotos pousaram em segurança em Tessalônica.
Constatações preliminares do NTSB
O NTSB identificou trincas por fadiga na pá e encontrou restos de aves no motor. Houve quatro colisões com aves relatadas em 12 meses, mas sem danos registrados. As modificações exigidas pela FAA na capota ainda não haviam sido feitas. A presidente Jennifer Homendy criticou O'Leary: 'É inapropriado comentar investigação em andamento', disse à CNN. A investigação deve levar de um a dois anos.
Comparação com falhas anteriores de pás de ventilador
O incidente ecoa acidentes anteriores com motores CFM56 e faz parte de um padrão de falhas de motor não contidas. Em 2018, o voo 1380 da Southwest Airlines teve falha semelhante com passageiro morto parcialmente ejetado. Em 2016, o voo 3472 da Southwest teve falha no motor sem feridos.
Por que isso ecoa o desastre da Southwest Airlines de 2018
A comparação grave é com o voo 1380 da Southwest Airlines em 2018: trinca por fadiga no CFM56 causou falha não contida, fragmentos quebraram janela e passageiro morreu parcialmente ejetado. O caso reacendeu preocupações sobre padrões de inspeção do motor CFM56.
Impacto na segurança aérea e na Ryanair
As conclusões pressionam a Ryanair e reguladores, pois a companhia não instalou as modificações exigidas. A combinação de fadiga e restos de aves levanta dúvidas sobre manutenção. Reguladores revisam padrões de redesenho da capota do motor. Relatório final em 12 a 24 meses pode gerar novas diretrizes para CFM56-7B.
Perguntas frequentes
O que causou a quebra da janela da Ryanair?
Uma pá de ventilador quebrada se soltou e atingiu a fuselagem, estilhaçando a janela no assento 11F. O NTSB encontrou trincas por fadiga e restos de aves no motor.
Como o passageiro Ljubisa Karovic sobreviveu?
Karovic foi puxado de volta por sua esposa e um comissário após ser sugado até a cabeça e o braço direito. Sofreu ferimentos significativos, mas sobreviveu.
Isso já aconteceu antes?
Sim. Em 2018, falha semelhante no voo 1380 da Southwest causou a morte de um passageiro parcialmente ejetado. Em 2016, evento com o mesmo motor não teve feridos.
O que o NTSB descobriu sobre colisões com aves?
A aeronave teve quatro colisões relatadas em 12 meses. Restos de aves foram encontrados após a falha de 2026, mas colisões anteriores não mostraram danos visíveis.
O que acontece agora na investigação?
O NTSB examinará o motor, registros de manutenção e histórico de colisões. Relatório final com recomendações é esperado em um a dois anos.
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