Corrida Armamentista por Minerais Críticos em 2026

Em 2026, a corrida por lítio, cobalto e terras raras é o centro geopolítico. China domina o processamento, enquanto EUA e UE correm para diversificar cadeias. Saiba como.

Corrida Armamentista por Minerais Críticos em 2026
Facebook X LinkedIn Bluesky WhatsApp
de flag en flag es flag fr flag nl flag pt flag

A disputa por minerais críticos — lítio, cobalto, terras raras e cobre — tornou-se a luta geopolítica central de 2026. EUA, China e UE adotam estratégias agressivas, fragmentando as cadeias de suprimentos da transição energética. Relatórios da ODI, S&P Global e UNCTAD confirmam que as cadeias de suprimentos de minerais críticos são agora o principal campo de competição estratégica.

Os Interesses Estratégicos: Por que os Minerais Críticos Importam em 2026

Minerais críticos como lítio, cobalto e terras raras são essenciais para baterias, turbinas e defesa. A demanda global quase triplicou desde 2020 e deve quadruplicar até 2050. As cadeias de suprimentos da transição energética são agora questão de segurança nacional. A China domina o processamento (60% do lítio, 80% das terras raras). EUA e UE buscam alternativas.

O 15º Plano Quinquenal da China: Consolidando o Domínio

Aprovado em março de 2026, o plano visa manter o controle chinês: mais de 60% do lítio e 80% das terras raras até 2035. Foco em autonomia industrial e processamento de alto valor. Os controles de exportação de terras raras da China seguem como ferramenta geopolítica.

A Resposta dos EUA: Acordos Bilaterais e Reserva Estratégica

Em fevereiro de 2026, os EUA realizaram a Reunião Ministerial de Minerais Críticos, com 54 países. Foram assinados 11 novos acordos bilaterais e lançado o FORGE, sucessor da Parceria de Segurança Mineral. Mais de US$ 30 bilhões foram mobilizados, incluindo US$ 10 bilhões para o Projeto Vault, uma reserva estratégica. Cooperação com Austrália (US$ 1,4 bi) e Japão (US$ 2,2 bi) também foi ampliada.

Acordo EUA-Ucrânia de Minerais Críticos

Em 2025, um acordo de reconstrução incluiu o projeto de lítio Dobra, destacando o investimento ucraniano em minerais críticos.

A Lei de Matérias-Primas Críticas da UE: 60 Projetos Estratégicos

A CRMA da UE selecionou 60 projetos (47 internos, 13 externos) para extração e processamento. A segunda chamada em 2026 recebeu 160 candidaturas, 75 na área de baterias. A UE depende 100% da China para terras raras pesadas, 99% da Turquia para boro e 71% da África do Sul para platina. A estratégia de matérias-primas críticas da UE enfrenta dificuldades.

Fragmentação das Cadeias Globais

O comércio mundial deve crescer apenas 1,5-2,5% em 2026 devido a tensões geopolíticas. O 'Paradoxo Verde' aumenta riscos ambientais. A ONU lançou diretrizes para transição justa.

Perspectivas de Especialistas

A corrida remodela a política industrial, com o Sul Global sendo crucial, afirmam analistas da LSE. O poder está no processamento, não na mineração. A UNCTAD destaca que o processamento local de cobalto na RDC elevou exportações de US$ 167M para US$ 6B. No entanto, o poder de barganha do Sul Global é limitado.

Perguntas Frequentes

O que são minerais críticos?

Materiais essenciais para energia, defesa e tecnologia, com risco de suprimento (lítio, cobalto, terras raras, etc.).

Por que a China domina?

Investimento precoce em refino; controla 60% do lítio e 80% das terras raras. Seu plano quinquenal mantém essa posição.

O que os EUA fazem?

Acordos bilaterais, FORGE, e reserva estratégica de US$ 10 bilhões via Projeto Vault. Mais de US$ 30 bilhões mobilizados.

Como a UE responde?

CRMA com 60 projetos estratégicos. Mas dependência de importações persiste.

Riscos para países em desenvolvimento?

Riscos ambientais e de dependência; ONU pede governança justa.

Conclusão

A corrida por minerais críticos está criando cadeias paralelas. As decisões de hoje sobre lítio, cobalto e terras raras determinarão o poder global por décadas.

Fontes

Artigos relacionados