Os controles de exportação de minerais críticos estão remodelando o poder global. Mais de 50% dos minerais críticos de transição (ante quase zero em 2020) estão sujeitos a restrições de exportação, segundo o Fórum Econômico Mundial. Com a China controlando 90% do refino de terras raras e 60% do lítio, a corrida por alternativas é decisiva.
O que está impulsionando a encruzilhada dos minerais críticos em 2026?
A cadeia de suprimentos de minerais críticos virou um campo de batalha geopolítico. Pequim usa controles de exportação de terras raras, tungstênio, antimônio e grafite, enquanto EUA, UE e Golfo lançam iniciativas concorrentes. A Lei de Matérias-Primas Críticas da UE e a coalizão FORGE respondem ao domínio chinês.
As três frentes: FORGE, CRMA da UE e o 15º Plano Quinquenal da China
FORGE: Uma zona preferencial de comércio e investimento com 55 nações
Em fevereiro de 2026, os EUA lançaram o FORGE com 55 nações. De acordo com o Departamento de Estado dos EUA, mobiliza mais de US$ 30 bilhões, incluindo US$ 12 bilhões do Project Vault e US$ 10 bilhões do EXIM, criando pisos de preços para cobalto, lítio, cobre e neodímio.
UE seleciona 60 projetos estratégicos
A UE designou 60 Projetos Estratégicos sob sua Lei de Matérias-Primas Críticas. Projetos da UE aprovados em março de 2025 e fora da UE em junho de 2025; segunda chamada encerrou em 15/01/2026. A Comissão Europeia afirma que visam aumentar extração, processamento e reciclagem de 14 matérias-primas.
O 15º Plano Quinquenal da China aprofunda o controle
O 15º Plano Quinquenal da China (2026–2030) eleva minerais críticos a prioridade nacional. Controles de exportação de outubro de 2025 cobriram 12 de 17 terras raras e ímãs, com licenciamento ligado ao alinhamento diplomático. A Rare Earth Exchanges destaca que a China investiu US$ 57 bilhões desde 2000, ante US$ 2 bilhões dos EUA e UE.
Nacionalismo de recursos se espalha para nações produtoras
Proibição de níquel na Indonésia, nacionalização do lítio no Chile e México e royalties de cobalto no Congo mostram que o nacionalismo de recursos não é monopólio chinês. Indonésia domina níquel processado; Codelco tem 51% do lítio.
Por que os próximos 12 a 18 meses são decisivos
Alternativas ocidentais levam 20-30 anos para escala total; janela estreita antes de pausa nos controles chineses expirar em nov/2026. Nenhum país é autossuficiente; cooperação internacional é essencial. O Fórum Econômico Mundial classifica o confronto geoeconômico como principal risco, segundo uma recente análise geopolítica.
Perguntas frequentes
Qual porcentagem de minerais críticos está sujeita a controles de exportação?
Mais de 50% dos minerais críticos de transição sofrem controles de exportação, ante quase zero em 2020.
Quanto do processamento de terras raras a China controla?
A China controla 90% do processamento global de terras raras e 60% do refino de lítio.
O que é o FORGE?
O FORGE é uma coalizão de 55 nações liderada pelos EUA, lançada em 2026 com US$ 30 bilhões.
Quais são os 60 Projetos Estratégicos da UE?
A UE selecionou 60 projetos para aumentar extração, processamento e reciclagem de 14 matérias-primas estratégicas.
Por que os próximos 12 a 18 meses são críticos?
Alternativas ocidentais levam 20-30 anos; pausa chinesa pode expirar em nov/2026, tornando diversificação essencial.
Conclusão: uma janela estreita para quebrar a dependência
O regime de controles de exportação de minerais críticos já redefiniu o poder global. A resiliência ocidental dependerá de acordos, estoques e processamento doméstico nos próximos 12 a 18 meses.
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