Minerais críticos: corrida 2026 por lítio e terras raras

China domina 90% do processamento de terras raras, gerando corrida global por lítio em 2026. EUA lançam Projeto Vault, UE aplica lei. Leia sobre o impacto geopolítico.

minerais-criticos-litio-terras-raras
Facebook X LinkedIn Bluesky WhatsApp
de flag en flag es flag fr flag nl flag pt flag

A corrida global por minerais críticos entrou em 2026 em nova fase volátil, com EUA, UE e China intensificando competição por lítio e terras raras. O centro de gravidade mudou para o processamento. A China controla 90% do refino global de terras raras e 65% do processamento de lítio, tornando-se a maior vulnerabilidade na transição energética.

O gargalo do processamento: por que a China tem a vantagem

O domínio chinês é fruto de décadas de investimentos estatais. Em 2024, a China respondeu por 91% do refino global de terras raras e 94% dos ímãs sinterizados. 81% das patentes de terras raras são chinesas. Em 2026, a China impôs novas licenças de exportação para sete terras raras, com aprovação para empresas europeias abaixo de 25%. As implicações geopolíticas da dependência da cadeia de suprimentos são enormes: mais de 80% das empresas europeias dependem da China. Os controles elevaram os preços das terras raras em seis vezes fora da China.

Contra-ofensiva ocidental: bilhões em refinarias e estoques

Estados Unidos: Projeto Vault

Em fevereiro de 2026, os EUA realizaram reunião ministerial com 54 países. O presidente Trump anunciou o Projeto Vault, estoque estratégico de US$ 12 bilhões, financiado com US$ 2 bilhões privados e US$ 10 bilhões do Banco de Exportação-Importação, com GM, Boeing e Google. A Tesla iniciou produção em refinaria de lítio no Texas.

União Europeia: CRMA em vigor

A Lei de Matérias-Primas Críticas da UE (CRMA), em vigor desde 2026, estabelece metas até 2030: 10% extração, 40% processamento e 25% reciclagem na UE. Em abril, EUA e UE assinaram parceria preliminar. No entanto, os objetivos de autonomia estratégica da UE para minerais críticos enfrentam desafios: construir cadeias independentes pode levar 20-30 anos, com janela de 12-18 meses.

Austrália: pivô da diversificação

Em março de 2026, a Austrália lançou prospecto com 49 minas e 29 projetos de processamento. A Lynas Rare Earths é o principal produtor não chinês. O quadro de minerais críticos EUA-Austrália oferece canal bilateral para investimentos.

Custos estratégicos da dependência

A demanda por lítio cresceu 30% em 2024 e pode dobrar até 2030. A demanda por NdPr deve subir 300-400%. A China controla 65% do processamento químico de lítio e 75% das baterias. Os controles de exportação criam um catch-22. As implicações de segurança econômica da transição energética estão no centro dos debates.

Perspectivas de especialistas

Analistas divergem sobre a resposta ocidental. O Fórum Econômico Mundial alerta para fragmentação global. A S&P Global prevê gargalos persistentes em terras raras em 2026.

Perguntas frequentes

O que são minerais críticos?

Lítio, terras raras, cobalto, grafite e níquel, essenciais para baterias e defesa.

Quanto a China controla?

90% do refino de terras raras e 65% do processamento de lítio.

O que é o Projeto Vault?

Estoque estratégico dos EUA de US$ 12 bilhões para minerais críticos.

O que é a CRMA?

Lei da UE com metas de processamento e reciclagem até 2030.

Podem reduzir dependência?

Pode levar 20-30 anos, com janela de 12-18 meses.

Conclusão

A disputa por minerais críticos remodela o poder global. O monopólio chinês dá alavancagem. O futuro da segurança energética global depende da capacidade de transformar urgência em realidade industrial.

Fontes

Artigos relacionados