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Minerais Críticos 2026: Lítio e Terras Raras Redefinem Poder Global

Domínio chinês sobre 90% do processamento de terras raras e 60% de lítio desencadeia contramedidas ocidentais. FORGE, Lei da UE e nacionalismo de recursos redefinem o poder global em 2026.

Minerais Críticos 2026: Lítio e Terras Raras Redefinem Poder Global
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O Tabuleiro de Xadrez dos Minerais Críticos: Uma Nova Ordem Geopolítica

Em 2026, a disputa global por minerais críticos—lítio, terras raras, cobre e cobalto—tornou-se o principal conflito estratégico da transição energética. O domínio da China no processamento, controlando cerca de 90% da refinação de terras raras e mais de 60% da conversão de lítio, desencadeou uma onda de contramedidas ocidentais. A parceria FORGE liderada pelos EUA, a Lei de Matérias-Primas Críticas da UE e o aumento do nacionalismo de recursos, do Chile à Indonésia, estão redesenhando alianças geopolíticas. A UNCTAD alerta que há uma janela de 12 a 18 meses para os países ocidentais diversificarem antes que as dependências se tornem enraizadas.

Domínio Chinês e o 15º Plano Quinquenal

O 15º Plano Quinquenal da China (2026–2030) prioriza a liderança global em terras raras, com controles de exportação reforçados. Em 2025, Pequim impôs restrições que causaram picos de preço de seis vezes. O plano também busca expandir a exploração doméstica de metais industriais, mantendo o carvão como garantia de segurança energética. O domínio das cadeias de fornecimento de minerais críticos continua sendo a principal alavanca de poder geopolítico da China.

Resposta Ocidental: FORGE e a Lei da UE

FORGE: Uma Coalizão Plurilateral

Em fevereiro de 2026, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, anunciou o Fórum de Engajamento Geoestratégico de Recursos (FORGE), uma coalizão de 54 países e a Comissão Europeia, criando uma zona preferencial de comércio e investimento para minerais críticos. Os EUA mobilizaram mais de US$ 30 bilhões em projetos, incluindo US$ 10 bilhões do Exim Bank para uma reserva estratégica doméstica. O FORGE assinou 21 acordos bilaterais com nações como Argentina, Marrocos e Filipinas.

Lei de Matérias-Primas Críticas da UE

A Lei da UE, adotada em 2024 e reforçada em 2026, estabelece metas para 2030: 10% de extração doméstica, 40% de processamento interno e 25% de reciclagem. Em março de 2026, o Conselho da UE adotou uma posição focada em segurança de abastecimento e circularidade. No entanto, a dependência da UE do processamento chinês de terras raras continua sendo uma vulnerabilidade crítica.

Nacionalismo de Recursos: Países Produtores Reagem

Choque na Cota de Níquel da Indonésia

A Indonésia reduziu sua cota de minério de níquel para 270 milhões de toneladas métricas em 2026, abaixo dos 375 milhões em 2025, elevando os preços do níquel para US$ 18.950/tonelada. O governo de Prabowo Subianto impôs royalties de 14–19% e exigiu desinvestimento local.

Chile e Peru: Eixo Estratégico do Cobre

Chile e Peru respondem por cerca de 40% da oferta global de cobre. A AIE prevê que a demanda pode quase dobrar até 2035, com um déficit de 30%. O Chile lançou sete novos projetos de cobre no valor de US$ 7,1 bilhões em 2026, enquanto os EUA investem mais de US$ 1 bilhão em empresas de minerais críticos.

Cobalto do Congo e Terras Raras do Vietnã

A RDC substituiu a proibição de exportação de cobalto por um sistema de cotas. O Vietnã proibiu a exportação de terras raras, permitindo apenas mineração aprovada pelo governo. Esses movimentos refletem o nacionalismo de recursos em minerais críticos.

Gargalos na Cadeia de Suprimentos

O gargalo mais agudo está no processamento. O domínio chinês—90% de terras raras, 60% de lítio, 50% de cobre, 70% de cobalto—significa que mesmo a mineração diversificada ainda depende da China. Novas refinarias levam de 5 a 10 anos para entrar em operação. A UNCTAD alerta para a janela de 12 a 18 meses para diversificação.

Países do Golfo Entram em Cena

Os fundos soberanos do Golfo estão implantando mais de US$ 100 bilhões em investimentos para garantir cadeias de minerais críticos, com a Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos investindo na África, América Latina e Austrália.

Perspectivas de Especialistas

"Os próximos 12 a 18 meses são decisivos", afirma um alto funcionário da UNCTAD. "Se o Ocidente não estabelecer capacidade de processamento diversificada até 2028, a vantagem estrutural da China se tornará quase impossível de superar." O Atlantic Council observa que o FORGE representa a tentativa mais clara da administração Trump, mas os detalhes operacionais permanecem escassos. A Gibson Dunn alerta para riscos de regimes de controle de exportação e regulamentações locais em mudança.

Perguntas Frequentes

O que são minerais críticos?

São matérias-primas essenciais para transição energética, defesa e alta tecnologia, incluindo lítio, terras raras, cobre, cobalto e níquel.

Por que a China domina o processamento?

Devido a investimentos de longo prazo, empresas estatais, custos baixos e regulamentações ambientais flexíveis, controlando 90% do processamento de terras raras e 60% da refinação de lítio.

O que é a parceria FORGE?

É uma coalizão de 54 países liderada pelos EUA, lançada em 2026 para criar uma zona preferencial de comércio e investimento em minerais críticos, com US$ 30 bilhões mobilizados.

Como o nacionalismo de recursos afeta as cadeias?

Países produtores impõem restrições de exportação, processamento doméstico obrigatório e royalties mais altos, aumentando custos e atrasos para empresas ocidentais.

Qual é o prazo para diversificação ocidental?

A UNCTAD alerta para uma janela de 12 a 18 meses (até meados de 2028) para estabelecer capacidade alternativa antes que o domínio chinês se torne estrutural.

Conclusão

A corrida por minerais críticos está remodelando o poder global. O monopólio chinês, as contramedidas ocidentais e o nacionalismo de recursos criam uma paisagem fragmentada. As nações que garantirem capacidade de processamento e parcerias estáveis liderarão a transição energética. Os próximos 18 meses determinarão se o Ocidente pode quebrar o domínio de Pequim—ou se a transição passará por Beijing.

Fontes

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