Minerais Críticos 2026: US$ 30B dos EUA vs. China

EUA sediaram 54 nações no Ministerial de Minerais Críticos 2026, lançando FORGE e Projeto Vault com US$ 30B+ para desafiar o domínio chinês de 90% no processamento. Análise da guerra de recursos que remodela o poder global.

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A Corrida de US$ 30 Bilhões: Como os Minerais Críticos Se Tornaram a Nova Fronteira do Conflito Geopolítico em 2026

Em 4 de fevereiro de 2026, os Estados Unidos sediaram o primeiro Ministerial de Minerais Críticos em Washington, D.C., reunindo representantes de 54 nações e da Comissão Europeia. O evento marcou um ponto de inflexão na disputa global por lítio, cobalto, níquel, terras raras e grafite. Com a China controlando cerca de 90% do processamento de terras raras e mais de 60% da capacidade refinada de lítio e cobalto, os EUA e seus aliados correm para construir cadeias alternativas. O Ministerial gerou mais de US$ 30 bilhões em financiamento do governo dos EUA, o lançamento do fórum FORGE e o Projeto Vault, uma reserva estratégica doméstica de US$ 10 bilhões. Esta análise examina como a geopolítica dos minerais críticos de 2026 está reformulando alianças, impulsionando políticas industriais e criando novos riscos sistêmicos para as cadeias globais.

Contexto: Por que os Minerais Críticos Importam Mais do que Nunca

Minerais críticos são essenciais para baterias, turbinas eólicas, eletrônicos militares e data centers. A Agência Internacional de Energia projeta que a demanda global triplicará até 2030 e quadruplicará até 2050. No entanto, as cadeias permanecem perigosamente concentradas: a China domina 90% do processamento de terras raras, 80% do tungstênio e mais de 70% do grafite. Os controles de exportação chineses em 2025-2026 causaram picos de preços de até seis vezes, com taxas de aprovação de licenças para empresas europeias caindo abaixo de 25%. A estratégia de minerais críticos dos EUA tornou-se uma prioridade de segurança nacional.

O Ministerial de 2026: Um Novo Manual

FORGE Substitui a Parceria de Segurança Mineral

O secretário de Estado Marco Rubio anunciou o Fórum de Engajamento Geopolítico de Recursos (FORGE) como sucessor da Parceria de Segurança Mineral (MSP). Diferente do MSP, o FORGE cria uma zona preferencial de comércio e investimento para minerais críticos, com preços mínimos coordenados e tarifas ajustáveis para combater manipulação adversarial. A Coreia do Sul presidirá o FORGE até junho de 2026, integrando 21 acordos bilaterais.

Projeto Vault: Reserva Estratégica de US$ 10 Bilhões

O presidente Trump anunciou o Projeto Vault, uma iniciativa do Export-Import Bank para estabelecer a Reserva Estratégica de Minerais Críticos dos EUA. A parceria público-privada armazenará matérias-primas em instalações seguras, apoiada por US$ 10 bilhões em empréstimos e quase US$ 2 bilhões em investimento privado.

Acordos Bilaterais e Setor Privado

Onze novos acordos bilaterais foram assinados com Argentina, Marrocos, Filipinas, Emirados Árabes Unidos e Reino Unido, totalizando 21. O evento também incluiu o consórcio Pax Silica e um MOU entre Glencore e Orion para investimento na República Democrática do Congo.

15º Plano Quinquenal da China: Aumentando o Controle

O 15º Plano Quinquenal (2026-2030) reforça o domínio chinês, priorizando segurança energética e mineral. A China visa manter mais de 80% do processamento de terras raras e grafite até 2030, e mais de 60% de lítio e cobalto refinados até 2035. Controles de exportação em 2025-2026 demonstraram a disposição de Pequim em usar essa dominância para extrair concessões. Os controles de exportação de minerais críticos da China foram temporários e reversíveis, visando ganhos estratégicos.

Resposta da União Europeia

A UE aprovou a Lei de Matérias-Primas Críticas (CRMA), com metas de 10% de extração, 40% de processamento e 25% de reciclagem doméstica até 2030. Em março de 2025, 47 Projetos Estratégicos foram selecionados, com investimento total de €22,5 bilhões. No entanto, mais de 80% das empresas europeias ainda dependem de cadeias chinesas.

Impacto nas Cadeias Globais

A corrida está dividindo o mercado em esferas ocidental e chinesa, criando riscos para países em desenvolvimento ricos em recursos, como Congo (cobalto), Chile (lítio) e Indonésia (níquel). A inovação acelera: ARPA-E e DARPA financiam ímãs sem terras raras, recuperação de rejeitos e descoberta de materiais por IA. O Council on Foreign Relations recomenda uma estratégia de 'salto' focada em inovação, com uma janela de 12 a 18 meses para ação.

Perspectivas de Especialistas

"O Ministerial representa uma mudança do diálogo para a ação", disse um alto funcionário do Departamento de Estado. "O FORGE cria a arquitetura para uma cadeia resiliente." Analistas do Atlantic Council notam que o mecanismo de preço mínimo é inédito. No entanto, críticos alertam para o risco de escalada de tensões com a China. "Estamos testemunhando a emergência de uma OTAN de minerais críticos", comentou um oficial de comércio europeu.

Perguntas Frequentes

O que são minerais críticos?

São matérias-primas essenciais para a segurança econômica e nacional, com cadeias vulneráveis, incluindo terras raras, lítio, cobalto, níquel e grafite.

Por que a China domina?

Devido a décadas de investimento estratégico, mão de obra barata e regulações ambientais menos rigorosas, controlando cerca de 90% do processamento de terras raras.

O que é FORGE?

Fórum de Engajamento Geopolítico de Recursos, coalizão plurilateral lançada em fevereiro de 2026 para criar uma zona preferencial de comércio e investimento.

O que é o Projeto Vault?

Iniciativa de US$ 10 bilhões do EXIM para estabelecer uma reserva estratégica doméstica de minerais críticos.

Como a corrida afetará as cadeias globais?

Provavelmente criará cadeias paralelas, aumentando custos e complexidade, com países ricos em recursos enfrentando pressão para escolher lados.

Conclusão

A corrida de 2026 ainda está no início, mas a trajetória é clara: os EUA e aliados buscam diversificação através de investimento público e inovação, enquanto a China mantém sua dominância. O resultado determinará o equilíbrio de poder nas próximas décadas. A janela de 12 a 18 meses será crucial para construir uma alternativa viável.

Fontes

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