A corrida por minerais críticos entrou em fase decisiva em 2026: controlar lítio, terras raras, cobalto e grafite — da extração ao processamento — define o poder global. O nacionalismo de recursos, da China ao Chile e à Indonésia, remodela o mapa geopolítico. Em 4 de fevereiro de 2026, Washington lançou o FORGE com 54 países, enquanto a China reforçou o processamento. O campo de batalha agora é o processamento, não as minas.
O que impulsiona a corrida por minerais críticos em 2026?
Minerais críticos são vitais para baterias, energia limpa, semicondutores e defesa. A UNCTAD projeta alta de 350% no lítio e 130% no grafite até 2040. A China domina cerca de 90% do processamento de terras raras, 60% do lítio/cobalto e 80% do grafite, tornando o processamento de terras raras uma alavanca geopolítica.
China aperta o cerco: processamento, não extração
O 15º Plano Quinquenal (2026–2030) e decretos de 2025 ampliaram o controle estatal sobre licenças, fundição e cotas. A Agência Internacional de Energia vê risco a US$ 6,5 trilhões; os preços de gálio, germânio e antimônio sextuplicaram e a aprovação europeia caiu abaixo de 25%. Os controles de exportação de terras raras da China são hoje política externa e comercial.
O Ocidente reage: FORGE e US$ 30 bi
Os EUA lançaram o FORGE em fevereiro de 2026, com 54 países e presidência da Coreia do Sul. “Vamos criar um mercado seguro, diversificado e resiliente”, disse Marco Rubio. Washington assinou 11 acordos bilaterais e mobiliza mais de US$ 30 bilhões — US$ 10 bilhões do EXIM e US$ 12 bilhões com o setor privado. O financiamento americano para minerais críticos é o maior esforço estatal desde a Guerra Fria e prevê uma zona preferencial com preços mínimos.
Nacionalismo na linha de frente: Indonésia, Chile e RDC
A proibição indonésia de níquel elevou as exportações processadas de US$ 3,3 bilhões para US$ 33,9 bilhões. O Chile estatizou o lítio via NovaAndino até 2060. A RDC, que fornece 76% do cobalto mundial, cortou exportações e elevou o hidróxido de cobalto em 245%. Esses casos mostram por que o banimento indonésio de exportação de níquel e a nacionalização chilena se tornaram modelos.
Impactos na transição energética e na economia
Analistas veem 12 a 18 meses antes da escassez; a independência total levaria de 20 a 30 anos. Reciclagem e substituição são essenciais, mas podem atrasar os prazos da transição energética e elevar custos.
Perspectivas de especialistas
Para a Gibson Dunn, o risco jurídico exige contratos atualizados e seguro político. Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos formam um terceiro polo com mais de US$ 100 bilhões.
FAQ: corrida por minerais críticos em 2026
O que é a corrida por minerais críticos?
É a disputa global pelo controle de mineração e processamento desses minerais; em 2026, o processamento pesa mais que a extração.
Qual país domina o processamento?
A China: cerca de 90% das terras raras, 60% do lítio/cobalto e 80% do grafite.
O que é o FORGE?
Coalizão liderada pelos EUA, presidida pela Coreia do Sul, para criar zona preferencial de comércio e investimento.
Como os controles afetam os preços?
Gálio, germânio e antimônio subiram seis vezes; o hidróxido de cobalto, 245%.
O Ocidente pode substituir a China até 2030?
Provavelmente não; a capacidade ocidental deve escalar apenas por volta de 2035.
Conclusão: um novo eixo geopolítico
Em 2026, o nacionalismo de recursos substituiu o comércio como eixo central da disputa. Quem controla processamento tem mais influência do que quem controla minas; diversificar essa capacidade definirá o ritmo da transição energética.
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