Minerais Críticos: Pode a FORGE Quebrar o Domínio Chinês?

Reunião fev/2026: 54 nações lançam FORGE e Projeto Vault ($12 bi) vs domínio chinês (90% processamento terras raras). Quebrarão a dependência estrutural?

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Em fevereiro de 2026, a Reunião Ministerial de Minerais Críticos em Washington, D.C., reuniu 54 nações para lançar o FORGE (Fórum de Engajamento Geostratégico de Recursos), uma coalizão plurilateral com preços mínimos coordenados e acordos bilaterais de suprimento para minerais críticos, além do Projeto Vault, uma reserva estratégica de US$ 12 bilhões. O objetivo é enfrentar o domínio chinês, que controla cerca de 70% da produção global de terras raras e até 90% do processamento.

Domínio Chinês sobre Terras Raras

A China possui as maiores reservas (44 milhões de toneladas) e domina 91% da separação e refino, 94% da produção de ímãs e 81% das patentes relacionadas. Em 2025, impôs controles de exportação que causaram picos de preços de seis vezes e afetaram fabricantes ocidentais. Mais de 80% das empresas europeias dependem de cadeias chinesas. Os controles de exportação de terras raras de 2025 forçaram cortes na produção nos EUA.

FORGE: Coordenação Plurilateral

Anunciado em 4 de fevereiro de 2026, o FORGE sucede a Parceria de Segurança Mineral (MSP). Cria uma zona preferencial de comércio e investimento com preços mínimos mantidos por tarifas ajustáveis. A administração assinou 21 acordos bilaterais em cinco meses, com países como Argentina, Marrocos, Peru e Reino Unido. Mais 17 estão em negociação. A coalizão cobre dois terços da economia global, com US$ 30 bilhões em financiamento mobilizados. O Atlantic Council destaca a mudança para coordenação plurilateral, mas as limitações do MSP mostram os desafios.

Projeto Vault: Reserva de US$ 12 Bilhões

Anunciado em 2 de fevereiro de 2026, é uma parceria público-privada para armazenar terras raras, gálio e cobalto. Empresas como GM, Boeing e Google aderiram, comprometendo-se a comprar a preços fixos e pagar custos de armazenamento. O PIIE alerta que a participação voluntária pode enfraquecer a reserva e que a dependência de fornecedores chineses no curto prazo é provável, já que a capacidade de processamento ocidental é insignificante.

O Ocidente Pode Alcançar?

EUA e Austrália são segundo e terceiro maiores produtores, mas sem refino comercial. A produção global foi de 390 mil toneladas em 2025, alta de 2,6%. Construir capacidade de processamento leva 10 a 15 anos. Especialistas divergem: alguns veem o FORGE e o Projeto Vault como passos para um mercado paralelo; outros argumentam que a dependência persistirá sem investimentos massivos.

Perspectivas

"O FORGE é a tentativa mais séria de criar uma alternativa ao mercado chinês", disse um funcionário do Departamento de Estado. Mas Cullen Hendrix, do PIIE, afirma: "O Projeto Vault precisa de participação obrigatória e foco em materiais processados." As implicações geopolíticas são claras: a China usou exportações como arma em 2025.

FAQ

O que é o FORGE?

Coalizão plurilateral que coordena preços mínimos e acordos de suprimento para minerais críticos, visando reduzir o domínio chinês.

O que é o Projeto Vault?

Reserva estratégica de US$ 12 bilhões para armazenar minerais críticos e garantir suprimento durante crises.

Quanto a China controla?

70% da produção, 90% do processamento, 91% do refino e 94% da produção de ímãs.

O Ocidente pode se tornar independente?

Levará de 10 a 15 anos e dezenas de bilhões de dólares para desenvolver capacidade de processamento competitiva.

O que motivou a reunião?

Os controles de exportação chineses de 2025, que causaram escassez e disparada de preços.

Conclusão

A resposta ocidental é ambiciosa, mas a vantagem chinesa é enorme. O sucesso dependerá de vontade política e investimento sustentado. A batalha pela independência mineral está apenas começando.

Fontes

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