Sob a presidência indiana do BRICS em 2026, a plataforma mBridge avança para implementação ao vivo, permitindo pagamentos transfronteiriços em tempo real com moedas digitais de bancos centrais (CBDCs) interoperáveis, contornando a rede SWIFT. A participação do dólar americano nas reservas globais caiu abaixo de 57% pela primeira vez em três décadas, enquanto os países do BRICS+ liquidam cerca de 67% do comércio intra-bloco em moedas locais, contra menos de 30% há dez anos. Este artigo explora como a combinação de infraestrutura de CBDCs, acúmulo de ouro e contratos de petróleo em yuan aponta para uma mudança estrutural rumo a um sistema de reservas multipolar, com profundas implicações para os custos de endividamento dos EUA, a eficácia das sanções e a estabilidade financeira global.
O que é o mBridge e por que é importante?
mBridge (Multiple CBDC Bridge) é uma plataforma baseada em blockchain desenvolvida pela Autoridade Monetária de Hong Kong, Banco da Tailândia, Banco Central dos Emirados Árabes Unidos, Banco Popular da China e Banco de Compensações Internacionais (BIS). O BIS transferiu o projeto para seus parceiros em outubro de 2024, e a Arábia Saudita juntou-se em junho de 2024. A plataforma usa o livro-razão distribuído mBridge Ledger para permitir pagamentos transfronteiriços diretos peer-to-peer e câmbio de moedas com CBDCs, reduzindo os tempos de transação de dias para segundos e os custos de até 8% para quase zero. Em 2025, os Emirados realizaram sua primeira transação financeira governamental com o Dirham Digital através da plataforma. Sob a presidência indiana, a