Um homem de 60 anos de Porthcawl, Gales do Sul, foi condenado a 28 meses de prisão por manter o corpo da sua mãe morta num congelador durante quase três anos, enquanto fraudava a sua pensão e benefícios.
O que aconteceu em Poplar Crescent?
Christopher Phillips escondeu o corpo da sua mãe de 89 anos, Sylvia Phillips, num congelador na sala de jantar da casa que partilhavam. Ela morreu em março de 2023, mas o corpo só foi descoberto em fevereiro, quando a polícia forçou entrada após preocupações do médico. O caso lembra outros casos de ocultação de cadáveres no Reino Unido.
O tribunal ouviu que Phillips comprou o congelador dois dias após a morte dela. Ele envolveu o corpo numa manta de leopardo, colocou rosas cor-de-rosa e um cartão de aniversário assinado por ele e pela cadela Tina.
Como o engano foi descoberto
Durante anos, mãe e filho levaram uma vida reclusa, ajudando-o a manter o segredo. Ele recolhia os medicamentos dela e fingia que ela estava viva. Quando o médico questionou, ele disse que ela se mudara para Londres e recusou acesso à casa.
A polícia visitou a casa e, não convencidos, forçaram entrada. Encontraram o congelador com o corpo de Sylvia, tão bem preservado que a causa da morte não pôde ser determinada, embora não haja suspeitas.
Fraude financeira: mais de £78.000 retirados
Enquanto a mãe jazia no congelador, Phillips cobrava a sua pensão do Estado, crédito de pensão, subsídio de assistência e subsídio de habitação, totalizando £78.190,92 (cerca de 100.000 euros). Ele admitiu duas acusações de fraude e uma de impedir o enterro legal.
O procurador Ieuan Rees disse que ele roubou do Departamento de Trabalho e Pensões e do Conselho de Bridgend durante 1.048 dias. Este tipo de fraude de benefícios após a morte de um familiar não é incomum, mas a duração e as circunstâncias são perturbadoras.
Por que é que ele fez isso?
Phillips disse à polícia que 'não queria deixá-la partir'. O seu advogado descreveu uma relação dependente: adotado por Sylvia aos dois anos, foi seu único cuidador desde 2008. Ele sentava-se ao lado do congelador, falando com ela sobre televisão e corridas de cavalos, como sempre fizeram.
'Ele abria o congelador e segurava-lhe a mão. Às vezes até dormia ao lado', ouviu o tribunal. Um relatório psiquiátrico diagnosticou Phillips com perturbação de luto prolongado, uma condição em que a pessoa não consegue superar o luto agudo.
A juíza Tracey Lloyd-Clarke reconheceu o seu estado mental, mas afirmou que a 'indignidade' sofrida pela mãe não podia ser ignorada. Phillips esforçou-se para manter a ilusão de que a mãe estava viva, incluindo o cartão de aniversário.
Impacto e consequências
O caso chocou Porthcawl, uma cidade costeira conhecida pelas praias. Vizinhos descreveram o par como reservado. 'Não fazíamos ideia. Dizia que ela se tinha mudado', disse um residente.
Phillips cumprirá pelo menos 40% da pena antes da liberdade condicional. Processos de confisco visam recuperar o dinheiro. O caso levanta questões sobre o isolamento de idosos, tal como outros casos de isolamento de idosos e rutura de cuidadores no Reino Unido.
Perguntas frequentes: O caso do congelador de Porthcawl
De que foi condenado?
Culpado de impedir o enterro da mãe e duas fraudes por falsas declarações ao continuar a reivindicar benefícios.
Quanto tempo esteve no congelador?
Quase três anos. Morreu em março de 2023, encontrada em fevereiro. O congelador estava na sala de jantar.
Quanto dinheiro fradu do?
Reivindicou £78.190,92 em pensões e subsídios durante 1.048 dias.
Por que guardou o corpo?
Disse que 'não queria deixá-la partir'. Diagnosticado com perturbação de luto prolongado, relação de dependência.
Onde aconteceu?
Em Poplar Crescent, Porthcawl, sul do País de Gales. Sentenciado no Merthyr Tydfil Crown Court.
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