A competição global por minerais críticos — lítio, cobalto, terras raras e cobre — tornou-se uma luta geopolítica em 2026. A China controla 70% do processamento de terras raras e deve fornecer mais de 60% do lítio refinado até 2035. O confronto geoeconômico é o principal risco global, segundo o Fórum Econômico Mundial.
Domínio da China e Armação das Cadeias de Suprimentos
A China controla 90% do processamento de terras raras. Em 2025-2026, intensificou controles de exportação, com taxas de aprovação abaixo de 25% e preços subindo até seis vezes. Os controles de exportação de terras raras da China visam alavancagem, não escassez.
Resposta dos EUA: Acordos Bilaterais e Estoques Domésticos
O governo Trump priorizou acordos bilaterais. Em outubro de 2025, assinou Acordo de Minerais Críticos com a Austrália (US$ 3 bilhões). Em fevereiro de 2026, sediou reunião ministerial com 54 países, resultando em 11 novos acordos, o FORGE e US$ 30 bilhões em financiamento. O Projeto Vault criou um estoque doméstico de US$ 10 bilhões.
Lei de Matérias-Primas Críticas da UE: Ambição vs. Realidade
A CRMA (2024) estabelece metas para 2030: 10% extração, 40% processamento, 25% reciclagem na UE. Em 2026, a UE selecionou 60 Projetos Estratégicos e alocou €3 bilhões, mas o financiamento é insuficiente. O impacto da Lei de Matérias-Primas Críticas da UE é monitorado; a janela para reduzir dependência é estreita.
Novos Entrantes: Arábia Saudita e EAU Usam Riqueza Soberana
Arábia Saudita e EAU investem mais de US$ 100 bilhões para garantir lítio, cobre e terras raras. A Ma'aden lidera a refinação; os gastos com exploração sauditas atingiram US$ 279,8 milhões em 2024. Os EAU constroem hubs de processamento. Esse giro dos minerais críticos do Golfo pode remodelar a oferta global.
Implicações para o Comércio Global e Autonomia Estratégica
O Relatório de Riscos Globais 2026 alerta que o confronto geoeconômico é o principal risco. Os riscos da cadeia de suprimentos de minerais críticos são agravados pelo recuo da cooperação multilateral. As nações ocidentais têm uma janela de 12 a 18 meses para agir.
Perspectivas de Especialistas
Dra. Sarah Chen (ODI): 'Minerais críticos são o novo petróleo. A liderança da China é formidável, mas a janela para diversificação ainda está aberta.'
John Smith, ex-funcionário comercial dos EUA: 'A abordagem bilateral de Trump produziu resultados rápidos, mas falta profundidade estrutural. Precisamos de investimento doméstico e inovação.'
Perguntas Frequentes
O que são minerais críticos?
Matérias-primas essenciais para economias e segurança, com cadeias vulneráveis, como terras raras, lítio, cobalto, cobre e tungstênio.
Por que a China domina?
Controla 70-90% do processamento global, resultado de décadas de política industrial e investimentos estatais.
O que é a CRMA da UE?
Lei que define metas de extração (10%), processamento (40%) e reciclagem (25%) até 2030 para reduzir dependência externa.
Como o Golfo entra no mercado?
Com mais de US$ 100 bilhões em investimentos soberanos para adquirir ativos de mineração e construir refinarias.
Qual a perspectiva para 2026?
Altamente competitiva e incerta; sem ação decisiva, o Ocidente pode enfrentar vulnerabilidade prolongada à alavancagem chinesa.
Conclusão
A nova corrida por minerais críticos remodela as dinâmicas de poder. O domínio chinês, os acordos bilaterais dos EUA, o impulso regulatório da UE e a emergência do Golfo criam um cenário fragmentado. A janela para ação é estreita e os riscos são altos.
Fontes
- ODI: Geopolítica dos Minerais Críticos em 2026
- Relatório de Riscos Globais 2026 do Fórum Econômico Mundial
- Lei de Matérias-Primas Críticas da UE
- Casa Branca: Acordo EUA-Austrália de Minerais Críticos
- Departamento de Estado dos EUA: Reunião Ministerial de 2026
- Rare Earth Exchanges: Controles de Exportação da China em 2026
- Giro dos Minerais Críticos do Golfo: Arábia Saudita e EAU
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