A Nova Geopolítica dos Minerais Críticos
No início de 2026, várias grandes economias impuseram novas restrições comerciais e acordos de parceria para minerais críticos, sinalizando que o nacionalismo de recursos se tornou a mudança estratégica definidora da década. Com a demanda por lítio, terras raras e cobre aumentando para impulsionar a transição energética, os países produtores estão usando controles de exportação como arma, enquanto os consumidores correm para diversificar cadeias de suprimento. Este artigo analisa a geopolítica emergente dos minerais críticos em 2026 — desde o domínio da China no processamento até novas alianças de mineração na América Latina, África e Austrália — e o que isso significa para segurança energética, política industrial e competição entre grandes potências.
Por que os Minerais Críticos Importam em 2026
Minerais críticos — incluindo lítio, cobalto, elementos de terras raras (ETR), cobre e grafite — são essenciais para baterias de veículos elétricos, turbinas eólicas, painéis solares e tecnologias de defesa. A Agência Internacional de Energia projeta que a demanda por lítio pode aumentar mais de 40 vezes até 2040. No entanto, as cadeias de suprimento permanecem perigosamente concentradas. A China processa cerca de 90% das terras raras e 60% dos produtos químicos de lítio globalmente, dando a Pequim enorme alavancagem. Em 2025, a China impôs novos controles de exportação sobre antimônio e germânio, e no início de 2026, apertou as restrições à tecnologia de processamento de terras raras. O