Incêndio mais mortal em Hong Kong em décadas mata 94 pessoas enquanto equipes de resgate continuam respondendo a apelos de emergência de torres residenciais queimadas. Andaimes de bambu responsáveis pela rápida propagação do fogo, três trabalhadores da construção presos por negligência.
Operações de resgate continuam apesar de apelos de emergência persistentes
Os serviços de emergência em Hong Kong continuam suas desesperadas operações de busca e resgate no complexo residencial Wang Fuk Court no distrito de Tai Po, onde um incêndio devastador tirou a vida de pelo menos 94 pessoas. De acordo com oficiais dos bombeiros, as equipes de resgate estão priorizando 25 apelos de emergência pendentes das torres queimadas, dos quais três sinais de socorro foram recebidos nas últimas horas.
'Primeiro realizaremos operações de busca e resgate para estes três pedidos de ajuda e depois os outros 22,' declarou o vice-diretor dos bombeiros durante uma conferência de imprensa. A incerteza sobre o número de pessoas desaparecidas permanece, com relatos iniciais mencionando 279 pessoas ainda não localizadas, embora este número não tenha sido atualizado desde ontem.
Incêndio mais mortal em décadas
A tragédia no Wang Fuk Court representa o incêndio mais mortal em Hong Kong em mais de 70 anos, superando desastres anteriores. O incêndio, que começou na tarde de quarta-feira, espalhou-se rapidamente por sete torres residenciais no complexo que abriga mais de 4.600 residentes. Os bombeiros lutaram contra as chamas por dias, com o fogo agora amplamente extinto, mas pequenos focos ainda surgem em alguns apartamentos.
Autoridades médicas relatam que pelo menos 76 pessoas ficaram feridas no incêndio, incluindo 11 bombeiros que se feriram durante as operações de resgate. Funcionários hospitalares confirmam que 12 pacientes estão em estado crítico, enquanto 28 estão em estado grave, com equipes médicas trabalhando dia e noite para tratar os feridos.
Andaimes de bambu sob investigação
Investigadores identificaram os andaimes de bambu ao redor dos edifícios como um fator importante na rápida propagação do incêndio. Os andaimes, instalados para trabalhos de renovação em andamento, atuaram como condutores para as chamas viajarem verticalmente pelas torres. 'Os andaimes de bambu e redes de segurança criaram condições perfeitas para rápida propagação do fogo,' explicou um especialista em segurança contra incêndios familiarizado com a investigação.
A polícia prendeu três trabalhadores da Prestige Construction, a empresa responsável pelos trabalhos de renovação, sob suspeita de negligência grave e homicídio culposo. Autoridades suspeitam que materiais inflamáveis, incluindo placas de poliestireno que bloqueavam janelas, podem ter contribuído para a intensidade e rápida propagação do incêndio.
Resposta governamental e reformas de segurança
O governo de Hong Kong anunciou medidas de segurança imediatas em resposta à tragédia. O Chefe do Executivo John Lee ordenou inspeções de todos os edifícios em renovação com andaimes de bambu e iniciou discussões sobre a transição para alternativas de andaimes metálicos. 'Esta tragédia exige que reexaminemos nossos padrões de segurança na construção,' declarou Lee durante uma reunião de emergência do governo.
O governo estabeleceu um fundo de apoio de HK$300 milhões para residentes afetados e anunciou pagamentos de emergência de HK$10.000 para famílias atingidas pelo incêndio. Grandes empresas de Hong Kong doaram coletivamente mais de HK$100 milhões para apoiar as vítimas, enquanto o Hong Kong Jockey Club doará toda a receita das reuniões de corrida para ajudar os afetados.
Equipes de bombeiros agora realizam buscas casa a casa em todos os apartamentos para garantir que não há vítimas adicionais presas. O complexo permanece isolado enquanto engenheiros de construção avaliam a segurança dos edifícios antes que os residentes possam retornar às suas casas. O desastre provocou condolências internacionais e comparações com outros grandes incêndios urbanos, incluindo a tragédia da Grenfell Tower em Londres.
Fontes: Channel News Asia, Hong Kong Free Press, Associated Press
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