Fontes israelenses que investigam o ataque à cabine do voo da Flydubai afirmam agora que o copiloto queria derrubar o avião contra o aeroporto internacional Ben Gurion, em Tel Aviv. O voo FZ1073 levava pelo menos 182 pessoas quando o primeiro oficial omani atacou o comandante com um machado na quarta-feira. Investigadores acreditam que ele era um lobo solitário.
O que aconteceu no voo FZ1073 da Flydubai?
O voo FZ1073, um Boeing 737 MAX 8, partiu de Dubai com destino a Tel Aviv levando pelo menos 182 passageiros e tripulantes. Pouco após atingir a altitude de cruzeiro, o copiloto Hammam al-Hammami teria atacado o comandante Smit Machchhar com o machado de emergência guardado na cabine. O ataque deixou Machchhar gravemente ferido, mas ele conseguiu destravar a porta da cabine para que passageiros e tripulantes dominassem o agressor.
Dados de rastreamento mostraram a aeronave caindo de cerca de 34 mil pés para 16.600 pés em 30 a 60 segundos. Dois pilotos de folga assumiram o controle e desviaram o avião para Tabuk, na Arábia Saudita. Caças israelenses foram acionados diante do temor de um sequestro.
Quem é o copiloto Hammam al-Hammami?
A Reuters identificou o suspeito como Hammam al-Hammami, nacional omani de 29 anos. Fontes israelenses disseram à NOS que ele já havia considerado sequestrar um voo para Tel Aviv no início deste ano, mas desistiu, possivelmente porque reconheceu alguém a bordo. As fontes o descreveram como provável lobo solitário, sem ligação com organização terrorista ou governo estrangeiro.
Seu histórico levantou sérias questões sobre a triagem de segurança da aviação. Ele foi suspenso da Oman Air em 2024 após material extremista ser encontrado. Depois estudou na Austrália entre 2015 e 2017, onde as autoridades examinam se foi radicalizado. A polícia da Nova Zelândia também investiga seu período no país, e a Royal Air Maroc rejeitou sua candidatura após três meses de aulas teóricas.
Um padrão de alertas
- Suspenso pela Oman Air em 2024 por conteúdo extremista
- Estudou na Austrália (2015-2017); investigação em curso
- Passou pela Nova Zelândia; polícia local investiga
- Royal Air Maroc rejeitou sua candidatura
- Entrou na Flydubai em fevereiro, sem verificação completa da Oman Air
Como a tripulação evitou uma tragédia
A ação do comandante ferido foi decisiva. Apesar do sangramento, ele abriu a porta da cabine, permitindo que passageiros e tripulantes dominassem o copiloto. Dois pilotos de reforço assumiram o controle e pousaram em segurança na Arábia Saudita. O primeiro-ministro indiano Narendra Modi chamou o comandante de herói, e autoridades israelenses descreveram o episódio como ato de terrorismo.
'O comandante Smit Machchhar mostrou coragem extraordinária ao evitar o que poderia ter sido uma catástrofe', disse um oficial.
A resposta de emergência foi comparada aos protocolos regionais de emergência aérea.
O que isso significa para os voos Emirados-Israel
O incidente já afetou viagens. A Flydubai suspendeu sua rota para Tel Aviv, a El Al cancelou voos e a Arkia operou o primeiro voo de repatriação. Os Emirados lideram a investigação, com cooperação da Arábia Saudita, Israel, Austrália e Nova Zelândia. Analistas dizem que o caso pode pressionar as companhias do Golfo a reforçar a triagem contra ataques de lobo solitário e melhorar o intercâmbio de informações.
Especialistas observam que a capacidade do suspeito de passar por várias verificações apesar de avisos anteriores reflete lacunas na triagem regional. Para os passageiros, a segurança da cabine e o treinamento da tripulação continuam sendo a última linha de defesa contra ameaças internas.
Perguntas frequentes
O que o copiloto pretendia fazer?
Fontes israelenses dizem que ele pretendia lançar o avião contra o aeroporto Ben Gurion, em Tel Aviv.
Como o copiloto foi detido?
O comandante ferido abriu a porta da cabine e passageiros dominaram o agressor. Dois pilotos de folga pousaram o avião na Arábia Saudita.
Quem era o copiloto do voo FZ1073?
Hammam al-Hammami, omani de 29 anos, suspenso antes pela Oman Air por material extremista.
Foi um ataque terrorista?
Promotores dos Emirados e Israel classificaram o caso como terrorismo.
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