6 hospitais dos EUA fecham clínicas de gênero juvenis

Seis hospitais dos EUA fecharam clínicas de gênero juvenis em acordos com o DOJ de Trump, pagando multas e financiando cuidados de reversão. Veja os termos.

6 hospitais dos EUA fecham clínicas de gênero juvenis
Partilhar
Partilhar este artigo Escolha uma rede ou aplicação no seu dispositivo.
E-mail

Edicao: PT

Pelo menos seis grandes hospitais dos Estados Unidos concordaram em fechar clínicas de gênero para jovens como parte de acordos com o Departamento de Justiça (DOJ) da administração Trump, encerrando investigações federais e exigindo pagamento de multas e financiamento de cuidados para ex-pacientes que buscam reverter efeitos de tratamentos. Os acordos, firmados até setembro de 2026, abrangem hospitais em Nova York, Pensilvânia e Connecticut — estados que antes apoiavam cuidados de afirmação de gênero para adolescentes.

O que são os acordos do DOJ sobre clínicas de gênero juvenis?

Os acordos resolvem investigações do DOJ sobre cuidados de afirmação de gênero prestados anteriormente e impedem que os hospitais sejam forçados a entregar prontuários de pacientes. Nenhum hospital admitiu irregularidades. Os termos variam: o NYU Langone aceitou pagar US$ 8,5 milhões e a UPMC US$ 950 mil, segundo o The Independent, enquanto um hospital de Connecticut concordou em agosto em manter sua clínica fechada por dez anos, pagar US$ 60 mil ao governo federal e reservar US$ 500 mil para pacientes menores de 19 anos que queiram desfazer os efeitos do tratamento.

Em nota, um porta-voz do hospital de Connecticut defendeu o acordo: Chegamos a uma solução que permite à nossa organização continuar focada em sua missão de melhorar a saúde e o bem-estar das crianças.

Quais hospitais firmaram acordos?

Reportagens identificam seis unidades ou sistemas de saúde envolvidos na nova onda de acordos:

  • Cleveland Clinic
  • Connecticut Children's Medical Center
  • Mount Sinai
  • Texas Children's
  • NYU Langone Hospitals
  • University of Pittsburgh Medical Centers

A maioria dos acordos não foi tornada pública, segundo o The New York Times.

Por que as clínicas estão fechando sob Trump?

Desde o início de 2025, o governo tem aplicado pressão financeira e jurídica sobre prestadores para interromper tratamentos nos 24 estados onde ainda são permitidos. Muitos hospitais já haviam suspendido serviços, citando pressão governamental. A administração publicou no ano passado um relatório recomendando apenas terapia — e não cuidados de afirmação de gênero mais amplos — para jovens. A campanha espelha as políticas transgênero da administração Trump que reconfiguraram orientações federais de saúde.

Grandes entidades médicas, como a American Medical Association e a American Academy of Pediatrics, continuam apoiando a oferta desses cuidados, em linha com as diretrizes da American Medical Association sobre saúde transgênero baseada em evidências.

Impacto sobre jovens transgênero e famílias

Famílias processaram o Connecticut Children's Medical Center no ano passado depois que ele interrompeu cuidados médicos a menores transgênero. Um advogado das famílias disse que o novo acordo mostra a posição do hospital. Críticos alertam que os acordos politizam o cuidado: Eliel Cruz, do Gender Liberation Movement, descreveu as medidas como politização do cuidado. O acordo sucede a ação judicial contra o Connecticut Children's Medical Center movida pelas famílias afetadas em 2025.

Pelo menos 27 estados agora restringem cuidados de afirmação de gênero para menores, e autoridades democratas processaram a administração por sua abordagem de fiscalização.

Perguntas frequentes

Quantos hospitais dos EUA fecharam clínicas de gênero juvenis?

Pelo menos seis grandes hospitais ou sistemas de saúde firmaram acordos com o DOJ para encerrar cuidados de afirmação de gênero para menores, incluindo NYU Langone, UPMC, Cleveland Clinic, Mount Sinai, Texas Children's e Connecticut Children's.

Por que os hospitais estão fechando essas clínicas?

Os hospitais citam pressão financeira e jurídica da administração Trump, que investigou cuidados prestados anteriormente e recomendou apenas terapia para jovens transgênero.

Os acordos exigem que os hospitais admitam irregularidades?

Não. Os hospitais não admitiram erros e os acordos encerram investigações federais, evitando a entrega forçada de prontuários.

Quanto os hospitais pagam nos acordos?

Os valores variam: US$ 8,5 milhões para o NYU Langone, US$ 950 mil para a UPMC e, em Connecticut, multa de US$ 60 mil mais fundo de US$ 500 mil para cuidados de reversão.

Estreitamente relacionado