Associação de Consumidores inicia ação coletiva contra Booking.com por práticas enganosas

Organizações de consumidores entraram com uma ação coletiva bilionária contra a Booking.com por enganar clientes com descontos falsos e escassez artificial. Clientes que reservaram desde 2013 podem receber compensação.

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Edicao: PT

Ação Coletiva Contra Booking.com

A Associação de Consumidores e a Fundação CCC iniciaram uma ação coletiva contra a Booking.com por suposta prática sistemática de enganar os consumidores. O site de viagens teria utilizado descontos falsos, custos ocultos e escassez inventada para induzir os clientes a pagarem mais por acomodações.

Padrões Enganosos

Investigações revelaram que a Booking.com exibia "descontos" falsos. Por exemplo, um hotel em Nova York apresentava um preço de €211, omitindo €75 em taxas obrigatórias. Testes também mostraram falsa escassez: numa terça-feira aleatória, 84% das acomodações em Nunspeet estavam incorretamente marcadas como esgotadas.

Restrição à Concorrência

Como líder de mercado, a Booking.com teria abusado de sua posição através de acordos ilegais de preços, proibindo hotéis de oferecer tarifas melhores em seus próprios sites. Essa prática elevou artificialmente os preços em todo o setor hoteleiro.

Antecedentes Jurídicos

O Tribunal Europeu já condenou a Booking.com em 2024 por práticas restritivas. Autoridades espanholas impuseram uma multa de €413 milhões à empresa por infrações semelhantes.

Compensação

Consumidores que reservaram através da Booking.com desde 1 de janeiro de 2013 podem ser elegíveis para compensações entre €20 e €500. Notavelmente, clientes de concorrentes como a Expedia também podem reclamar, já que as práticas da Booking.com distorceram os preços de mercado. A Fundação CCC receberá até 25% de quaisquer acordos.

Próximos Passos

Primeiro, serão realizadas negociações com a Booking.com sobre compensações e reformas na plataforma. Se as negociações falharem, seguir-se-á um processo judicial. A Booking.com rejeitou todas as acusações.

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