Juiz Divulga Suposta Nota de Suicídio de Epstein Após Anos de Sigilo
Um juiz federal em Nova York ordenou a divulgação de uma nota manuscrita supostamente escrita por Jeffrey Epstein antes de sua morte em agosto de 2019. O documento, selado por quase sete anos, foi tornado público em 6 de maio de 2026, após um pedido legal do The New York Times. A divulgação reacende o escrutínio público sobre a morte de Epstein e as circunstâncias de sua prisão no Centro Correcional Metropolitano de Nova York.
Epstein, 66, morreu enquanto aguardava julgamento por acusações federais de tráfico sexual envolvendo dezenas de menores. Sua morte foi oficialmente considerada suicídio por enforcamento, mas há muito é alvo de teorias da conspiração e demandas por transparência. O movimento Epstein case transparency pressionou pela liberação de documentos e evidências relacionadas à sua rede e associados.
Conteúdo da Nota: 'Me Investigaram por um Mês — Não Encontraram Nada'
A nota de sete linhas, rabiscada em um bloco amarelo, inclui as frases: 'Me investigaram por um mês — não encontraram NADA!!!' e 'É um prazer poder escolher a hora de dizer adeus.' Outra linha diz: 'SEM DIVERSÃO — NÃO VALE A PENA!!' A autenticidade da nota não foi confirmada pelo Departamento de Justiça (DOJ), mas o juiz decidiu que ela se qualifica como documento judicial sujeito a acesso público.
Segundo documentos judiciais, a nota teria sido escrita por Epstein em julho de 2019, pouco antes de sua primeira tentativa de suicídio. Seu então companheiro de cela, Nicholas Tartaglione, condenado por assassinato, alegou ter encontrado a nota escondida em um livro após reanimar Epstein. Tartaglione apresentou a nota em seu próprio caso criminal, onde permaneceu selada até a recente ordem judicial.
Dúvidas sobre a Cadeia de Custódia
O juiz distrital Kenneth Karas, que ordenou a divulgação, afirmou explicitamente que não estava atestando a autenticidade ou a cadeia de custódia da nota. O DOJ não se opôs à liberação, reconhecendo o forte interesse público no caso Epstein. No entanto, nenhuma análise forense foi divulgada publicamente para verificar se Epstein é o autor do documento.
Epstein havia negado ser suicida a um psicólogo da prisão, supostamente dizendo: 'Não tenho interesse em me matar.' A contradição entre essa declaração e o conteúdo da nota alimentou questões contínuas sobre as circunstâncias de sua morte. A Jeffrey Epstein death investigation continua sendo um tópico de intenso debate entre legisladores e o público.
Antecedentes: Crimes de Epstein e Morte Controversa
Jeffrey Epstein foi investigado pela primeira vez em 2005 após a polícia de Palm Beach, Flórida, receber relatos de que ele pagara uma menina de 14 anos para realizar atos sexuais. Investigadores identificaram 36 vítimas menores, mas um controverso acordo judicial em 2008 permitiu que Epstein se declarasse culpado de acusações estaduais menores, cumprindo apenas 13 meses de prisão com liberdade de trabalho. Ele foi obrigado a se registrar como agressor sexual.
Em julho de 2019, Epstein foi indiciado por acusações federais de tráfico sexual por crimes supostamente ocorridos entre 2002 e 2005. Ele se declarou inocente e foi mantido sob custódia sem fiança no Centro Correcional Metropolitano. Em 10 de agosto de 2019, foi encontrado morto em sua cela. O Escritório do Médico Legista de Nova York classificou sua morte como suicídio por enforcamento.
Teorias da Conspiração e Pedidos de Transparência
A morte de Epstein gerou ampla especulação, com críticos questionando como um preso de alto perfil pôde morrer sob supervisão federal. Imagens de vigilância do lado de fora de sua cela foram supostamente perdidas, e guardas foram acusados de não realizar as verificações exigidas. As Epstein jail death conspiracy theories persistiram, com alguns alegando que Epstein foi assassinado para impedi-lo de incriminar associados poderosos.
Em resposta, o Epstein Files Transparency Act levou à liberação parcial de milhares de documentos, incluindo registros de voos, listas de contatos e depoimentos de testemunhas. A nota de suicídio é o documento mais recente a entrar no domínio público, embora muitos registros permaneçam selados.
Impacto e Implicações: O Que a Nota Significa
A divulgação da nota fornece um raro vislumbre do estado de espírito de Epstein antes de sua morte, mas também levanta novas questões. O tom desafiador da nota — alegando que os investigadores não encontraram 'nada' — contrasta com as extensas evidências de seus crimes, incluindo depoimentos de dezenas de vítimas e registros financeiros mostrando pagamentos a jovens mulheres. Especialistas jurídicos sugerem que a nota pode ser usada em ações civis em andamento contra o espólio de Epstein e seus associados.
O espólio de Epstein, avaliado em aproximadamente US$ 600 milhões na época de sua morte, pagou centenas de milhões em acordos a mais de 200 vítimas. Bancos como JP Morgan e Deutsche Bank também pagaram acordos substanciais por supostamente viabilizar o abuso de Epstein.
Perguntas Frequentes
O que dizia a nota de suicídio de Epstein?
A nota de sete linhas afirma: 'Me investigaram por um mês — não encontraram NADA!!!' e 'É um prazer poder escolher a hora de dizer adeus.' Também inclui a frase 'SEM DIVERSÃO — NÃO VALE A PENA!!'
Quem encontrou a nota de suicídio de Epstein?
O ex-companheiro de cela de Epstein, Nicholas Tartaglione, condenado por quadruplo assassinato, alegou ter encontrado a nota escondida em um livro após a primeira tentativa de suicídio de Epstein em julho de 2019.
A nota de suicídio de Epstein é autêntica?
A autenticidade da nota não foi verificada. O juiz que ordenou sua divulgação não atestou sua cadeia de custódia, e o DOJ não confirmou que Epstein a escreveu.
Por que a nota ficou selada por tanto tempo?
A nota fazia parte do caso criminal de Tartaglione e foi selada pelo tribunal. Permaneceu confidencial até que The New York Times fez um pedido legal para sua liberação, concedido pelo juiz Kenneth Karas em maio de 2026.
O que aconteceu com Jeffrey Epstein?
Epstein morreu por suicídio em 10 de agosto de 2019, em sua cela no Centro Correcional Metropolitano de Nova York, enquanto aguardava julgamento por acusações federais de tráfico sexual. Sua morte foi classificada como suicídio por enforcamento.
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