Roma — Itália vai permitir que os condutores personalizem as matrículas dos seus veículos a partir do próximo ano, com a primeira-ministra Giorgia Meloni a apelar à criatividade dos italianos, mesmo quando a taxa de 600 euros provocou gozo nas redes sociais. Anunciada a 29 de outubro de 2026 como parte da lei orçamental de 2027 — a última antes das eleições nacionais — a medida destina-se a aumentar receitas, mas críticos dizem que distrai da dívida pública de 139% do PIB e do aumento do custo de vida.
O que são as matrículas personalizadas em Itália?
São matrículas que os automobilistas podem personalizar com uma combinação preferida de letras e números, dentro dos limites legais. Itália emite atualmente matrículas num formato fixo de duas letras, três números e duas letras (por exemplo, AB 123 CD). No novo sistema, os condutores poderão escolher a sua sequência de sete caracteres, sujeita a restrições. As letras I, O, Q e U continuam proibidas, e combinações já em uso não podem ser reutilizadas enquanto estiverem ativas. A medida segue o exemplo das matrículas personalizadas no Reino Unido e nos Estados Unidos.
Quanto custam as matrículas personalizadas em Itália?
Personalizar uma matrícula de automóvel custará cerca de 600 euros, enquanto a de motociclo custa 360 euros. A taxa automóvel inclui 500 euros para produzir as matrículas dianteira e traseira e uma sobretaxa de 100 euros do Ministério das Infraestruturas e Transportes. As taxas normais de registo continuam a aplicar-se. Resumo: automóvel, 600 euros; motociclo, 360 euros; produção, 500 euros; sobretaxa ministerial, 100 euros.
Porque é que o plano de Meloni está a ser ridicularizado?
O anúncio gerou uma vaga de memes nas redes sociais que comparam Meloni a Maria Antonieta, com legendas como “Vossa Majestade, o povo tem fome!” e a resposta “Deixem-nos comer matrículas personalizadas”. A sátira refere a famosa frase “deixem-nos comer bolo”, destacando a frustração com a crise do custo de vida. Meloni descreveu a iniciativa como uma “nota colorida” e brincou que “a criatividade dos italianos pode brilhar aqui”. Críticos argumentam que o governo devia primeiro resolver o aumento do custo de vida em Itália e a dívida pública de cerca de 139% do PIB, uma das mais altas da UE.
Quem apoia e quem se opõe?
Taxistas acolheram a mudança, dizendo que matrículas distintivas ajudam os passageiros a identificar operadores legítimos. Outros receiam que as matrículas possam exibir textos ofensivos ou profanos, e não está claro até onde os condutores podem desviar-se do formato padrão. Partidos da oposição de centro-esquerda classificaram o plano como uma distração dos problemas orçamentais. O Tesouro recusou estimar as receitas geradas.
Impacto e próximos passos
A proposta integra uma revisão do Código da Estrada e deverá entrar em vigor em janeiro de 2028, dependendo de regulamentação e atualizações do sistema. As matrículas ficam com o veículo, não com o proprietário, e devem manter dimensões padrão, letras pretas, fundo branco e faixas azuis laterais. O plano surge quando Roma enfrenta pressão das regras orçamentais da UE devido à elevada dívida pública, tornando o objetivo de aumentar receitas politicamente sensível.
FAQ: Matrículas personalizadas em Itália
Quanto custa uma matrícula personalizada em Itália?
Uma matrícula de automóvel custa cerca de 600 euros; a de motociclo, 360 euros, excluindo taxas normais de registo.
Quando podem os italianos obter matrículas personalizadas?
O sistema deverá arrancar em janeiro de 2028, sujeito a regulamentação e atualizações.
Posso escolher quaisquer letras e números?
Não. A matrícula deve seguir o formato de sete caracteres, e as letras I, O, Q e U são proibidas. Combinações existentes não podem ser reutilizadas.
As matrículas ficam com o proprietário ou com o veículo?
Em Itália, ficam com o veículo, não com o proprietário, mesmo sendo personalizadas.
Porque é que as pessoas ridicularizam o plano?
Críticos comparam-no à frase de Maria Antonieta “deixem-nos comer bolo”, argumentando que ignora a crise do custo de vida e a dívida de 139% do PIB.
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