Colapso da Ponte de Baltimore: Acusações Criminais contra Operador do Navio Dali
Procuradores federais apresentaram acusações criminais contra a operadora do navio porta-contêineres Dali, sediada em Cingapura, e um funcionário sênior, acusando-os de fraude, obstrução e negligência que levaram ao colapso catastrófico da Ponte Francis Scott Key em Baltimore em 26 de março de 2024. O desastre matou seis trabalhadores e causou perdas econômicas estimadas em US$ 5 bilhões, segundo o Departamento de Justiça dos EUA.
A denúncia, divulgada em 12 de maio de 2026, acusa a Synergy Marine Pte Ltd, a Synergy Maritime Pte Ltd (Índia) e o superintendente técnico Radhakrishnan Karthik Nair, 47, de conspiração para fraudar os EUA, omitir informação perigosa à Guarda Costeira, obstruir investigação do NTSB, declarações falsas e causar morte. A investigação do FBI envolveu mais de 200 entrevistas e 24 mandados de busca.
O que causou a colisão do Dali com a ponte?
O navio Dali de 274 metros sofreu duas falhas de energia em quatro minutos. A primeira foi causada por um fio solto em um quadro de distribuição. A segunda, fatal, ocorreu devido a uma modificação inadequada no sistema de combustível: a tripulação usava uma 'bomba de lavagem' para fornecer diesel aos geradores, sem capacidade de reinicialização automática. Quando a primeira falha ocorreu, a bomba não reiniciou, deixando o navio à deriva. Ele colidiu com um pilar da ponte, causando o colapso total em segundos.
Os procuradores alegam que os operadores sabiam da modificação desde 2020 e a ocultaram dos inspetores, além de forjar relatórios de inspeção. 'Esses réus escolheram o lucro em vez da segurança', disse um funcionário do DOJ.
Acusações e Consequências Legais
Acusações Criminais contra Synergy e Nair
A denúncia inclui: conspiração para fraudar os EUA, obstrução da justiça, declarações falsas, violações da Lei de Água Limpa e homicídio culposo de marinheiro (causando morte). Nair enfrenta extradição da Índia. A Synergy Marine chamou o acidente de 'trágico, mas inevitável'.
Acordo Civil Alcançado
No mesmo dia, Maryland anunciou um acordo civil de US$ 2,5 bilhões com a Grace Ocean (proprietária) e a Synergy, para custos de reconstrução, danos econômicos e limpeza ambiental. As empresas já haviam pago US$ 102 milhões pela remoção de detritos. O acordo não resolve ações contra a Hyundai Heavy Industries, construtora do navio. Ações das famílias das vítimas continuam.
O colapso da ponte de Baltimore em 2024 foi um dos maiores desastres de infraestrutura dos EUA, interrompendo o Porto de Baltimore por dois meses.
Reconstrução da Ponte Francis Scott Key
A nova ponte custará entre US$ 4,3 e 5,2 bilhões, mais que o dobro da estimativa inicial. A conclusão foi adiada para 2030. O projeto incluirá proteções contra colisões, semelhantes aos sistemas modernos de proteção contra colisão em pontes.
O fechamento do Porto de Baltimore por dois meses afetou cadeias de suprimentos globais, com perdas totais estimadas em US$ 5 bilhões.
Perguntas Frequentes
Que acusações foram apresentadas?
Acusações criminais contra Synergy Marine e Nair por conspiração, obstrução, declarações falsas, violações ambientais e homicídio culposo.
Quem morreu no colapso?
Seis trabalhadores que estavam na ponte no momento da colisão; eles pararam o trânsito após um pedido de socorro, mas não conseguiram escapar.
O que causou a falha de energia do Dali?
Um fio solto causou o primeiro apagão; o segundo foi devido ao uso de uma bomba de lavagem sem reinicialização automática.
Qual o valor do acordo civil?
US$ 2,5 bilhões para Maryland, mais US$ 102 milhões para remoção de detritos. Perdas totais: US$ 5 bilhões.
Quando a nova ponte ficará pronta?
Previsão para 2030, com custo entre US$ 4,3 e 5,2 bilhões.
Fontes
- Comunicado do Departamento de Justiça dos EUA, 12 de maio de 2026
- Anúncio do acordo pelo Procurador-Geral de Maryland
- Relatórios do NTSB
- Cobertura da AP News, CBS News, PBS NewsHour, WTOP News, Insurance Journal
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