Eleição no Brasil: Lula diz que Trump quer colonizar

Eleição no Brasil 2026: Lula acusa Trump de querer colonizar o país via Bolsonaro. Datafolha mostra 47% a 45% antes do primeiro turno de 4 de outubro.

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Edicao: PT

A pouco mais de uma semana da eleição presidencial brasileira de 4 de outubro de 2026, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva intensificou seus ataques ao presidente americano Donald Trump e ao rival Flávio Bolsonaro. Em novo anúncio de TV e publicação nas redes sociais, Lula acusa Trump de apoiar Bolsonaro para que Washington possa 'colonizar' o Brasil e tomar seus recursos naturais. A acusação surge quando as pesquisas mostram a corrida em empate técnico.

Contexto: a corrida eleitoral de 2026

O primeiro turno está marcado para domingo, 4 de outubro, com segundo turno em 25 de outubro se ninguém obtiver maioria absoluta. Lula, 80 anos, do Partido dos Trabalhadores, busca um quarto mandato. Seu principal adversário é o senador Flávio Bolsonaro, 45, do PL, filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado em 2025 por tramar um golpe e inelegível até 2030. A condenação de Jair Bolsonaro por golpe em 2025 segue como tema central, mas o descontentamento econômico e um escândalo de ética no Supremo tornaram a disputa bem mais apertada do que se esperava.

O anúncio de TV: 'Ele quer nos colonizar'

No spot de 60 segundos, uma apresentadora afirma que Trump apoia Flávio Bolsonaro para 'colonizar o Brasil, levar nossas riquezas... e nos deixar para trás'. O anúncio cita as tarifas de 25% impostas pelo governo americano a produtores brasileiros, supostas tentativas de grandes empresas de tecnologia dos EUA de influenciar o processo eleitoral e alertas do serviço de inteligência brasileiro sobre interferência americana. Lula compartilhou o vídeo no X: Se depender dele, o Brasil voltará a ser colônia. O spot também aponta o grupo de doadores conservadores Rockbridge Network, cofundado pelo vice-presidente americano JD Vance, como canal de apoio à campanha de Flávio.

Por que agora? Escândalo e empate técnico

A ofensiva ocorre enquanto a campanha enfrenta o desgaste de um relatório policial que liga o ministro do Supremo Alexandre de Moraes — aliado de Lula — ao banqueiro Daniel Vorcaro, acusado de fraudar um banco estatal e cerca de 800 mil clientes na maior fraude bancária do país. Moraes nega irregularidades, mas o escândalo abalou Lula. Pesquisa Datafolha de fim de setembro mostra Lula com 47% e Flávio Bolsonaro com 45%, com margem de erro de exatamente 2 pontos — empate estatístico. O escândalo de ética no Supremo corroeu a liderança antes confortável do incumbente.

Impacto nas relações Brasil-EUA e no segundo turno

O Departamento de Estado americano classificou as alegações de interferência como 'mentira infundada'. Dezenas de parlamentares democratas em Washington manifestaram preocupação com as ações do governo Trump. Se ninguém alcançar 50% em 4 de outubro, o segundo turno em 25 de outubro é provável. Uma vitória de Bolsonaro poderia realinhar a política comercial e tarifária EUA-Brasil, enquanto uma vitória de Lula provavelmente manteria as tensões sobre tarifas e restrições à exportação de terras raras.

Perguntas frequentes

Qual é a data da eleição presidencial brasileira de 2026?

O primeiro turno é domingo, 4 de outubro de 2026, com segundo turno em 25 de outubro se ninguém obtiver maioria.

Quem concorre contra Lula?

O principal rival é o senador Flávio Bolsonaro, do PL, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Por que Lula acusa Trump de querer colonizar o Brasil?

Lula afirma que Trump apoia Flávio Bolsonaro para acessar recursos naturais brasileiros e ampliar a influência americana, citando tarifas de 25%, interferência de empresas de tecnologia e a Rockbridge Network.

O que mostram as últimas pesquisas?

Datafolha de fim de setembro aponta Lula com 47% e Flávio Bolsonaro com 45%, dentro da margem de 2 pontos.

Os EUA responderam às acusações?

Sim, o Departamento de Estado nega interferência e chama as alegações de 'mentira infundada'.

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