A pouco mais de uma semana da eleição presidencial brasileira de 4 de outubro de 2026, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva intensificou seus ataques ao presidente americano Donald Trump e ao rival Flávio Bolsonaro. Em novo anúncio de TV e publicação nas redes sociais, Lula acusa Trump de apoiar Bolsonaro para que Washington possa 'colonizar' o Brasil e tomar seus recursos naturais. A acusação surge quando as pesquisas mostram a corrida em empate técnico.
Contexto: a corrida eleitoral de 2026
O primeiro turno está marcado para domingo, 4 de outubro, com segundo turno em 25 de outubro se ninguém obtiver maioria absoluta. Lula, 80 anos, do Partido dos Trabalhadores, busca um quarto mandato. Seu principal adversário é o senador Flávio Bolsonaro, 45, do PL, filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado em 2025 por tramar um golpe e inelegível até 2030. A condenação de Jair Bolsonaro por golpe em 2025 segue como tema central, mas o descontentamento econômico e um escândalo de ética no Supremo tornaram a disputa bem mais apertada do que se esperava.
O anúncio de TV: 'Ele quer nos colonizar'
No spot de 60 segundos, uma apresentadora afirma que Trump apoia Flávio Bolsonaro para 'colonizar o Brasil, levar nossas riquezas... e nos deixar para trás'. O anúncio cita as tarifas de 25% impostas pelo governo americano a produtores brasileiros, supostas tentativas de grandes empresas de tecnologia dos EUA de influenciar o processo eleitoral e alertas do serviço de inteligência brasileiro sobre interferência americana. Lula compartilhou o vídeo no X: Se depender dele, o Brasil voltará a ser colônia. O spot também aponta o grupo de doadores conservadores Rockbridge Network, cofundado pelo vice-presidente americano JD Vance, como canal de apoio à campanha de Flávio.
Por que agora? Escândalo e empate técnico
A ofensiva ocorre enquanto a campanha enfrenta o desgaste de um relatório policial que liga o ministro do Supremo Alexandre de Moraes — aliado de Lula — ao banqueiro Daniel Vorcaro, acusado de fraudar um banco estatal e cerca de 800 mil clientes na maior fraude bancária do país. Moraes nega irregularidades, mas o escândalo abalou Lula. Pesquisa Datafolha de fim de setembro mostra Lula com 47% e Flávio Bolsonaro com 45%, com margem de erro de exatamente 2 pontos — empate estatístico. O escândalo de ética no Supremo corroeu a liderança antes confortável do incumbente.
Impacto nas relações Brasil-EUA e no segundo turno
O Departamento de Estado americano classificou as alegações de interferência como 'mentira infundada'. Dezenas de parlamentares democratas em Washington manifestaram preocupação com as ações do governo Trump. Se ninguém alcançar 50% em 4 de outubro, o segundo turno em 25 de outubro é provável. Uma vitória de Bolsonaro poderia realinhar a política comercial e tarifária EUA-Brasil, enquanto uma vitória de Lula provavelmente manteria as tensões sobre tarifas e restrições à exportação de terras raras.
Perguntas frequentes
Qual é a data da eleição presidencial brasileira de 2026?
O primeiro turno é domingo, 4 de outubro de 2026, com segundo turno em 25 de outubro se ninguém obtiver maioria.
Quem concorre contra Lula?
O principal rival é o senador Flávio Bolsonaro, do PL, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Por que Lula acusa Trump de querer colonizar o Brasil?
Lula afirma que Trump apoia Flávio Bolsonaro para acessar recursos naturais brasileiros e ampliar a influência americana, citando tarifas de 25%, interferência de empresas de tecnologia e a Rockbridge Network.
O que mostram as últimas pesquisas?
Datafolha de fim de setembro aponta Lula com 47% e Flávio Bolsonaro com 45%, dentro da margem de 2 pontos.
Os EUA responderam às acusações?
Sim, o Departamento de Estado nega interferência e chama as alegações de 'mentira infundada'.
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