O presidente Donald Trump sofreu nova derrota legal sobre seu controverso salão de festas de US$ 400 milhões na Casa Branca, após um tribunal federal de apelações ordenar a interrupção das obras e decidir que ele precisa de aprovação do Congresso. A decisão de 2 a 1 do Tribunal de Apelações do Circuito de D.C., em 7 de agosto de 2026, mantém liminar e reforça a separação de poderes, afirmando que o presidente é um "inquilino temporário, não proprietário" da residência oficial.
Antecedentes do projeto
O Salão de Estado proposto teria cerca de 8.300 metros quadrados e capacidade para 1.000 convidados. As obras começaram após a demolição da histórica Ala Leste (de 1902) no final de 2025. O plano inclui um complexo militar subterrâneo com bunkers e centros de comando, justificado por Trump como essencial à segurança nacional. O National Trust for Historic Preservation processou em dezembro de 2025, alegando violação da Constituição por falta de autorização do Congresso e de revisões ambientais. O custo, estimado em US$ 400 milhões e supostamente de fontes privadas, atraiu críticas de preservacionistas que veem o projeto como uma ameaça à arquitetura clássica e um precedente de abuso executivo.
A decisão judicial
"Todo presidente é um inquilino temporário, não proprietário, da Casa Branca", escreveu a maioria do tribunal. Os juízes Patricia Millett e Brad Garcia formaram a maioria; a nomeada por Trump, Neomi Rao, divergiu. A decisão não proíbe permanentemente o salão, mas exige consentimento do Congresso para a construção acima do solo. O tribunal permitiu a continuidade das obras subterrâneas por razões de segurança. Essa distinção reflete debates sobre autoridade presidencial e limites constitucionais que marcaram o segundo mandato de Trump.
Implicações e próximos passos
Trump agora precisa buscar aprovação legislativa, tarefa difícil diante da oposição democrata e do ceticismo de alguns republicanos. O complexo subterrâneo pode prosseguir, pois o tribunal aceitou o argumento de segurança nacional para o bunker, mas não para o salão. A decisão pode estabelecer um precedente sobre o controle presidencial de propriedades federais e deve ser apelada à Suprema Corte. Trump tem 14 dias para apresentar uma petição de emergência.
Reações
Trump classificou a decisão como "horrenda e politicamente motivada" e prometeu recorrer. O National Trust for Historic Preservation celebrou: "A Casa Branca pertence ao povo americano, não a um presidente." Outras disputas incluem mudanças no Espelho d'Água e um monumento inspirado no Arco do Triunfo, reforçando acusações de que Trump trata a capital como propriedade privada.
Perguntas frequentes
Por que o tribunal bloqueou o salão?
O tribunal decidiu que o presidente não pode construir unilateralmente uma adição maciça à Casa Branca sem aprovação do Congresso, exigida pela Constituição. O presidente é um "inquilino temporário" e deve seguir o processo legal.
Trump ainda pode construir?
Sim, se o Congresso autorizar. A decisão não proíbe permanentemente; apenas exige consentimento legislativo. Trump também pode tentar reverter na Suprema Corte.
E o bunker subterrâneo?
As obras subterrâneas continuam, pois o tribunal aceitou que interrompê-las poderia representar riscos à segurança nacional.
Quanto custa e quem paga?
O custo é estimado em US$ 400 milhões, supostamente de fontes privadas, mas críticos pedem transparência.
Quando a Suprema Corte decidirá?
Trump tem 14 dias (a partir de 7 de agosto) para apelar. Se o caso for aceito, uma decisão pode levar meses.
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