O Mecanismo de Ajuste Carbônico Fronteiriço (CBAM) da UE entrou em vigor em 1º de janeiro de 2026, tornando-se o primeiro imposto de carbono na fronteira operacional do mundo. Importadores de aço, alumínio, cimento, fertilizantes, hidrogênio e eletricidade devem comprar certificados a €75,36/tCO₂, refletindo o preço do ETS da UE. Cobrindo €50 bilhões em importações anuais, a política provoca atritos comerciais e acelera a adoção de precificação de carbono globalmente.
O que é o CBAM e por que ele importa agora?
O Mecanismo de Ajuste Carbônico Fronteiriço é a ferramenta da UE contra a fuga de carbono. Após fase de relatórios até 2025, em 2026 exige que importadores tenham status de 'declarante autorizado' e comprem certificados vinculados ao preço do ETS. Na primeira semana, mais de 12.000 operadores se registraram, com ferro e aço dominando 98% das 1,655 milhão de toneladas cobertas.
Implementação em 2026: de simbólica a séria
Em 2026, o 'fator CBAM' limita a responsabilidade a 2,5% das emissões, subindo a 100% até 2034. Uma tonelada de aço custa €3,77 em CBAM, mas pode chegar a €72,75 até 2030, segundo a Fastmarkets. Aço responde por 81% dos custos. Estenderam o CBAM a 180 produtos a jusante a partir de 2028.
Tensões comerciais e a questão da OMC
A implementação do CBAM da UE provocou reações: Índia ameaçou retaliação, China levantou preocupações na OMC, Rússia abriu disputa DS639, e EUA alertaram sobre acordos. Países em desenvolvimento veem protecionismo verde. A legalidade na OMC depende de o CBAM satisfazer exceções ambientais sem discriminação arbitrária, mas pode violar obrigações de NMF e prejudicar exportadores com pouca capacidade administrativa.
O Efeito Bruxelas: a precificação do carbono se globaliza
O CBAM catalisa a precificação global de carbono. O Reino Unido lançará seu CBAM do Reino Unido em 2027. Canadá propôs um CBAM provincial. Estudam-se desenvolvimentos na Austrália e mecanismos no Japão e Coreia. China e Índia aceleram sistemas domésticos.
'Não é mais só europeu; remodela a competitividade de carbono', disse funcionário da UE.
Pesadelos de conformidade e repercussões nas cadeias de suprimentos
Novas regras de conformidade: importadores rastreiam emissões, obtêm dados e navegam no Registro CBAM. Limite de 50 ton. e medidas para PMEs ajudam, mas complexidade persiste.
Desafio da descarbonização siderúrgica
Follow Discussion