Tropas dos EUA deixam o Iraque após 23 anos

Tropas dos EUA deixam o Iraque após 23 anos, em 30 de setembro de 2026. Iraque celebra a soberania, mas desafios de segurança e a influência do Irã persistem.

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Edicao: PT

As tropas dos EUA deixam o Iraque hoje, 30 de setembro de 2026, após 23 anos, concluindo a retirada total das forças americanas do país pela primeira vez desde a invasão de 2003. O Iraque marca a data como um 'dia da soberania' nacional, mas a partida deixa questões urgentes sobre a influência iraniana, o desarmamento das milícias e o futuro dos aliados curdos.

Por que as tropas dos EUA estão saindo do Iraque agora?

A retirada segue o cronograma definido em setembro de 2024, quando o presidente Joe Biden anunciou o fim da missão em 2026. O governo Trump executou a saída sem alarde, embora encerrar as 'guerras infinitas' no Oriente Médio fosse uma promessa central de campanha. No auge da guerra, cerca de 170 mil militares americanos estavam no Iraque. Washington saiu em 2011, mas voltou em 2014 para liderar a Operação Resolução Inerente contra o Estado Islâmico (EI), com cerca de 5.200 militares.

Nos últimos meses, restavam apenas algumas centenas de soldados. As duas bases americanas remanescentes foram repetidamente atingidas por ataques aéreos iranianos em 2026, o que acelerou a saída.

Datas-chave da retirada EUA-Iraque

  • 2003: EUA invadem o Iraque; efetivo chega a cerca de 170 mil.
  • 2011: Primeira retirada total, sob o presidente Obama.
  • 2014: Retorno com a Operação Resolução Inerente contra o EI; cerca de 5.200 militares.
  • Setembro de 2024: Biden define 30 de setembro de 2026 como data final.
  • Agosto de 2025: forças dos EUA deixam a Base Aérea de Al-Asad.
  • Março de 2026: OTAN retira tropas durante a guerra com o Irã.
  • 30 de setembro de 2026: retirada concluída; Iraque declara o dia da soberania.

Iraque celebra o 'Dia da Soberania'

O governo do primeiro-ministro Ali al-Zaidi designou 30 de setembro como o dia da soberania, afirmando que o exército iraquiano está pronto para defender o país sozinho. O marco é popular, mas autoridades reconhecem uma transição de segurança difícil. A ameaça é real, alertou o primeiro-ministro do Curdistão, Masrur Barzani, sobre o risco de reativação do EI.

Milícias apoiadas pelo Irã recusam desarmamento

Pelo acordo EUA-Iraque que viabilizou a retirada, as milícias apoiadas pelo Irã no Iraque deveriam entregar suas armas. Vários grupos colaboraram, mas facções radicais como Kataib Hezbollah e Harakat al-Nujaba recusaram. Bagdá pediu que Washington estendesse a missão até 2027; o pedido foi aceito, mas agora o Iraque enfrenta as milícias sem apoio militar americano.

O que a saída dos EUA significa para a segurança regional

O Irã e suas facções aliadas chamaram a partida de 'vitória histórica'. Analistas alertam que remover o contrapeso dos EUA pode dar a Teerã maior liberdade sobre decisões de segurança e política no Iraque. Líderes tribais sunitas em cidades como Fallujah temem um vácuo de segurança, e autoridades curdas dizem que a perda de inteligência, drones e logística dos EUA pode permitir que células adormecidas do EI se reorganizem.

A região autônoma curda no norte do Iraque enfrenta incerteza particular. O Curdistão iraquiano foi atacado mais de mil vezes desde o início da guerra. Washington fornecia apoio financeiro e militar às forças curdas; líderes temem que ele desapareça, como ocorreu com as Forças Democráticas Sírias (SDF), que depois fecharam acordo com Damasco e perderam autonomia.

FAQ: tropas dos EUA deixam o Iraque após 23 anos

Quando as tropas dos EUA deixaram o Iraque?

As forças americanas concluíram a retirada em 30 de setembro de 2026, encerrando 23 anos de presença iniciada com a invasão de 2003.

Por que o Iraque chama 30 de setembro de 'Dia da Soberania'?

O governo declarou a data feriado nacional para marcar a restauração da plena soberania após a saída dos últimos soldados.

As milícias apoiadas pelo Irã vão se desarmar?

Não totalmente. Algumas facções iniciaram o processo, mas grupos radicais como Kataib Hezbollah e Harakat al-Nujaba recusaram entregar as armas.

O que acontece com o apoio dos EUA às forças curdas?

Líderes curdos temem que o apoio financeiro e militar seja reduzido, deixando a região exposta a ataques iranianos e ao EI, como na Síria.

O EI pode voltar após a retirada?

Autoridades alertam que, sem inteligência, drones e logística dos EUA, células do EI podem ter mais espaço para se reorganizar, embora o exército iraquiano diga estar preparado.

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