A Coreia do Norte alterou formalmente sua constituição para declarar a Coreia do Sul um estado separado, removendo todas as referências à reunificação e codificando a doutrina dos 'dois estados hostis' do líder Kim Jong-un. A constituição revisada, adotada durante uma sessão da Assembleia Popular Suprema em março de 2026, introduz uma cláusula territorial pela primeira vez, definindo as fronteiras da Coreia do Norte como incluindo China, Rússia e 'a República da Coreia ao sul'. Esta mudança marca o fim definitivo do objetivo de décadas de uma península coreana unificada sob os termos de Pyongyang.
O que a Emenda Constitucional Implica
A constituição revisada, agora intitulada 'Constituição da RPDC' em vez de 'Constituição Socialista', elimina toda linguagem relacionada à reunificação pacífica, unidade nacional e homogeneidade étnica presente desde a fundação do país em 1948. Termos como 'reunificação da pátria' e 'grande unidade nacional' foram removidos do preâmbulo e do texto principal. Uma nova cláusula territorial declara que o território da Coreia do Norte consiste em terra 'fazendo fronteira com China e Rússia ao norte e a República da Coreia ao sul, bem como águas territoriais e espaço aéreo estabelecidos nessa base.' Notavelmente, a constituição evita especificar fronteiras marítimas disputadas como a Linha de Limite Norte (NLL) no Mar Amarelo, sugerindo que Pyongyang pode estar buscando evitar novos atritos imediatos enquanto incorpora sua postura hostil na lei. As emendas também removem referências às conquistas dos ex-líderes Kim Il-sung e Kim Jong-il, substituindo-as por linguagem enfatizando o 'princípio do povo primeiro' de Kim Jong-un. A mudança nas relações inter-coreanaspolítica de defesa da Coreia do Sul em 2025resposta do Conselho de Segurança da ONU à Coreia do Norte