Em fevereiro de 2026, os Estados Unidos sediaram a primeira Reunião Ministerial de Minerais Críticos em Washington, D.C., reunindo 54 nações para enfrentar uma realidade nítida: os controles de exportação da China sobre terras raras, tungstênio e antimônio provocaram picos de preço de até seis vezes e reduziram as taxas de aprovação de licenças para empresas europeias abaixo de 25%. A crise da cadeia de suprimentos de terras raras expôs uma vulnerabilidade crítica nos setores de defesa e energia verde ocidentais. Pequim controla cerca de 90% do processamento global de terras raras, 80% da refinação de tungstênio e 60% da produção de antimônio.
A Alavancagem Estratégica da China: Domínio do Processamento
O domínio da China não está na escassez de recursos, mas no controle quase total do processamento. Desde os anos 1980, Pequim investiu bilhões para construir uma cadeia verticalmente integrada, controlando mais de 90% da capacidade global de refino. Terras raras pesadas como disprósio e térbio estão concentradas em instalações chinesas. Os controles de exportação de 2025, reforçados em janeiro de 2026, incluem proibições a usuários militares dos EUA e listas brancas que restringem o fornecimento. Mais de 80% das empresas europeias dependem da China.
As Contramedidas do Ocidente: FORGE e Project Vault
O FORGE, lançado em 4 de fevereiro de 2026 com 54 nações, visa criar uma zona preferencial de comércio e investimento para minerais críticos com preços mínimos. Produziu 11 novos acordos bilaterais, totalizando 21, e mais de US$ 30 bilhões foram mobilizados. O Project Vault, iniciativa de US$ 10 bilhões (com compromisso total de US$ 12 bilhões), estabelecerá a Reserva Estratégica de Minerais Críticos dos EUA para proteger fabricantes de choques de oferta, garantindo que estratégias de estocagem de minerais críticos sejam robustas. O acordo EUA-México e o preço mínimo com a MP Materials (US$ 110/kg) são passos iniciais.
A Lacuna: 5–7 Anos para Independência
Analistas alertam que a independência total leva 5–7 anos, com custos 2–4 vezes maiores (US$ 40–60/kg) e prazos de desenvolvimento de 5–7 anos. Os estoques de defesa da OTAN cobrem apenas 6–9 meses de conflito. A lacuna de processamento de terras raras no Ocidente é mais aguda em terras raras pesadas, onde a China controla 99% da capacidade. Lei de Matérias-Primas Críticas da UE e pacto EUA-Austrália (US$ 8,5 bilhões) são avanços, mas o processamento especializado permanece concentrado na China.
Impacto nos Setores de Defesa e Energia Verde
Ímãs de terras raras para munições de precisão e radares tiveram aumento de custo de até 500%; veículos elétricos adicionam US$ 500/unidade. A vulnerabilidade da cadeia de suprimentos de defesa levou a OTAN a reconhecer terras raras como variável crítica de segurança e lançar um projeto conjunto de aquisição.
Perspectivas de Especialistas
Estamos enfrentando um trilema estratégico, disse a Dra. Sarah Chen (CSIS). Podemos aceitar a dependência, buscar independência custosa (US$ 30–50 bilhões) ou adotar resiliência híbrida. A janela de 12–18 meses pode estar se fechando. Henry Coetzee observa: Fevereiro de 2026 marca o confronto definidor da década. As contramedidas ocidentais precisam fechar a lacuna antes da próxima crise.
FAQ
O que são terras raras?
17 metais essenciais para defesa e energia verde, abundantes mas difíceis de processar.
Controle chinês?
90% do processamento global, 80% tungstênio, 60% antimônio, 99% terras raras pesadas.
O que é FORGE?
Aliança de 54 nações para comércio preferencial com preços mínimos coordenados.
O que é Project Vault?
Reserva estratégica de minerais críticos dos EUA de US$ 10 bilhões.
Tempo para independência?
5–7 anos; estoques atuais cobrem 6–9 meses.
Conclusão
O acerto de contas de 2026 expôs a vulnerabilidade ocidental. FORGE e Project Vault são avanços, mas a lacuna permanece. Os próximos 12–18 meses definirão o futuro da defesa, energia verde e soberania tecnológica.
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