EUA envia porta-aviões ao Irã em meio a tensões crescentes

Os EUA enviam o grupo de porta-aviões USS Abraham Lincoln para o Oriente Médio em meio a tensões com o Irã. Trump adverte Teerã contra o programa nuclear e a repressão aos protestos, enquanto a crise de direitos humanos se agrava.

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Trump envia 'armada' enquanto crise com Irã se aprofunda

Em uma escalada dramática das tensões, o ex-presidente Donald Trump anunciou que os Estados Unidos enviaram uma força naval significativa para o Irã, incluindo o porta-aviões USS Abraham Lincoln e vários contratorpedeiros de mísseis guiados. A bordo do Air Force One, Trump descreveu o envio como uma força de dissuasão que ele 'espera não ter que usar', mas advertiu Teerã contra a retomada do programa nuclear ou a continuação da repressão violenta aos manifestantes.

'Se eles tentarem novamente, terão que ir para outra área. Nós os atingiremos lá com a mesma facilidade,' disse Trump, referindo-se a possíveis tentativas iranianas de retomar atividades nucleares após ataques anteriores dos EUA e de Israel em junho.

Recursos militares a caminho

O Grupo de Ataque de Porta-Aviões USS Abraham Lincoln, que inclui o porta-aviões da classe Nimitz e contratorpedeiros do Esquadrão de Contratorpedeiros 21, está a caminho do Oriente Médio, de acordo com relatórios. Segundo analistas militares, isso faz parte de uma estratégia global coordenada com três superporta-aviões, com o Abraham Lincoln sendo realocado da região do Indo-Pacífico.

O grupo de porta-aviões normalmente inclui F/A-18E/F Super Hornets, EA-18G Growlers e sistemas de mísseis avançados, oferecendo capacidades significativas de projeção de poder. Funcionários do Departamento de Defesa confirmaram que o envio representa uma demonstração de força importante em meio ao aumento das tensões regionais.

Crise de direitos humanos no Irã

O envio militar coincide com uma crise de direitos humanos que se aprofunda no Irã. De acordo com a Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos (HRANA), sediada nos EUA, o número de mortos nos protestos que começaram em 28 de dezembro subiu para 4.519 mortes verificadas, incluindo 4.251 manifestantes. Mais de 9.000 mortes adicionais ainda estão sob investigação.

'Estamos observando-os de perto,' enfatizou Trump, advertindo as autoridades iranianas contra mais violência contra manifestantes. Os protestos, que começaram devido a dificuldades econômicas, diminuíram nas últimas semanas, mas cobraram um custo humano devastador.

Preocupações com o programa nuclear

Analistas alertam que a crise interna no Irã traz riscos significativos de proliferação nuclear. De acordo com uma análise do PBS NewsHour, o Irã tem um estoque de 440,9 quilos de urânio enriquecido a 60% de pureza - a apenas um passo técnico dos níveis de grau de arma. A Agência Internacional de Energia Atômica perdeu a verificação do status desse estoque desde junho.

Funcionários iranianos reagiram de forma desafiante ao envio americano. O general Mohammad Pakpour da Guarda Revolucionária Islâmica declarou que as tropas iranianas têm seu 'dedo no gatilho' e estão prontas para seguir as ordens do líder supremo Ali Khamenei se forem ameaçadas.

Implicações regionais

O envio ocorre em meio ao que alguns analistas descrevem como os maiores massacres da história moderna do Irã. De acordo com a documentação da Wikipedia, as estimativas do número de mortos variam de mais de 5.000 (de acordo com o governo iraniano) para cerca de 30.000, com outras fontes relatando 12.000-20.000 manifestantes mortos.

A situação permanece volátil, com ambos os lados se posicionando para uma possível escalada enquanto tentam evitar um confronto direto. O envio americano serve tanto como um dissuasor quanto como uma demonstração do compromisso de Washington com a estabilidade regional, mesmo enquanto os canais diplomáticos permanecem tensos.

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