Protestos no Irã deixam milhares de mortos sob bloqueio da internet. Trump promete ajuda e a ONU condena a violência.
Vítimas em massa na repressão sangrenta do Irã
Enquanto os protestos anti-governo no Irã entram em sua terceira semana, observadores internacionais alertam para uma catástrofe humanitária com números de mortos variando de 2.000 a possivelmente dezenas de milhares. Os protestos, que começaram no final de dezembro de 2025 devido a queixas econômicas, evoluíram para a maior revolta contra a República Islâmica do Irã desde a revolução de 1979.
Bloqueio da internet esconde a verdadeira escala
O governo iraniano impôs um bloqueio quase total da internet e das telecomunicações, tornando quase impossível a verificação independente do número de vítimas. 'Este ciclo de violência horrível não pode continuar,' disse o chefe de direitos humanos da ONU, Volker Türk, através de um porta-voz, chocado com a escalada da violência das forças de segurança iranianas contra manifestantes.
Apesar do bloqueio de informações, imagens verificadas mostram centenas de manifestantes em várias cidades iranianas, com edifícios em chamas e sacos de cadáveres nas ruas. A Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos (HRANA), uma organização sediada nos EUA, relata mais de 2.000 mortes verificadas, enquanto a Reuters cita um funcionário iraniano que estima o número em torno da mesma cifra.
Sistema médico sobrecarregado
Hospitais em todo o Irã estão, segundo relatos, sobrecarregados com vítimas. 'Na maioria dos hospitais, é como uma zona de guerra. Temos falta de suprimentos, falta de sangue,' disse uma mensagem de um médico iraniano a colegas no exterior. O médico iraniano-americano Kayvan Mirhadi descreveu evidências de tiros de atiradores de elite direcionados: 'Eles atiram nas pessoas diretamente na cabeça, no coração e nos olhos, muitas vezes jovens.'
De acordo com a documentação da Wikipedia, os protestos se espalharam para todas as 31 províncias com milhões de participantes, tornando este o maior movimento anti-governo em décadas.
Reação de Trump e pressão internacional
O ex-presidente americano Donald Trump assumiu um papel ativo na crise, postando no Truth Social que 'patriotas devem continuar a protestar' e alertando que 'os assassinos pagarão um grande preço.' Ele anunciou que 'ajuda está a caminho' e cancelou todas as reuniões com diplomatas iranianos 'até que os assassinatos parem.'
Os EUA impuseram tarifas de 25% a países que fazem negócios com o Irã e aconselham os cidadãos americanos a saírem imediatamente. A ABC News relata que a equipe de segurança nacional de Trump está discutindo opções, incluindo sanções e possíveis ataques militares.
Raízes econômicas da agitação
Os protestos começaram em meio à pior crise econômica no Irã em décadas, com uma inflação de 42,2% em dezembro de 2025 e os preços dos alimentos subindo 72% em relação ao ano anterior. A moeda entrou em colapso, com o dólar americano atingindo cerca de 145.000 tomans iranianos. O que começou como protestos econômicos se transformou em um movimento mais amplo que exige mudança de regime, com muitos pedindo o retorno de Reza Pahlavi, filho do ex-xá.
Enquanto a comunidade internacional observa com crescente preocupação, o verdadeiro custo humano da repressão iraniana permanece oculto pelo bloqueio de informações, mas todas as evidências apontam para um dos episódios mais mortíferos de agitação civil na história moderna do Oriente Médio.
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