Space Force concede contrato de $52,5 milhões para primeiro serviço de desorbitação

A Força Espacial dos EUA concedeu US$ 52,5 milhões à Starfish Space para o primeiro contrato de Deorbit-as-a-Service, utilizando a espaçonave Otter para combater a crise de detritos espaciais, destacando desafios políticos e a necessidade de cooperação internacional.

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Financiamento Histórico para Combate a Detritos Espaciais

Em um passo inovador para enfrentar a crescente crise de detritos espaciais, a Força Espacial dos EUA concedeu à Starfish Space um contrato pioneiro de US$ 52,5 milhões para o primeiro acordo de 'Deorbit-as-a-Service' (DaaS). Este anúncio de financiamento histórico representa uma mudança significativa na forma como governos e empresas privadas abordam a sustentabilidade orbital, passando de discussões teóricas para a realidade operacional.

A Tecnologia por Trás da Missão

A Starfish Space utilizará sua inovadora espaçonave Otter para fornecer serviços de remoção de fim de vida para satélites na rede Proliferated Warfighter Space Architecture (PWSA). A Otter é um satélite de classe ESPA equipado com três tecnologias proprietárias: CETACEAN para navegação por visão computacional, CEPHALOPOD para orientação autônoma e o mecanismo de captura universal Nautilus, que pode acoplar-se a satélites sem portos especiais. 'Isso não é apenas sobre limpar o espaço—é sobre criar infraestrutura sustentável para o futuro,' disse Trevor Bennett, CEO da Starfish Space, em uma entrevista recente. 'Nossa espaçonave Otter pode capturar e desorbitar satélites sem modificações prévias, permitindo-nos manter espaçonaves existentes e futuras.'

Os primeiros veículos Otter operacionais estão programados para lançamento no final de 2026, após a missão Otter Pup 2 em 2025, que demonstrará o acoplamento de satélites comerciais. Isso se baseia na colaboração anterior entre a Força Espacial e a Starfish Space, incluindo um contrato STRATFI de US$ 37,5 milhões em 2024 para manobrabilidade GEO.

O Crescente Problema dos Detritos Espaciais

Os sistemas atuais rastreiam aproximadamente 40.000 fragmentos maiores de detritos na órbita da Terra, mas centenas de milhares de pedaços menores e milhões de partículas minúsculas não rastreadas representam riscos significativos de colisão para espaçonaves, satélites e missões tripuladas. De acordo com uma revisão de 2025, os perigos para as operações de satélites e a estabilidade orbital aumentam exponencialmente à medida que mais satélites são lançados.

O relatório do Fórum Econômico Mundial de 2026, 'Clear Orbit, Secure Future: A Call to Action on Space Debris', destaca as implicações econômicas e de segurança dos detritos espaciais e defende práticas espaciais sustentáveis para garantir o acesso contínuo ao espaço para fins científicos, comerciais e de segurança nacional.

Barreiras Políticas e Cooperação Internacional

Embora as soluções tecnológicas avancem, barreiras políticas significativas permanecem. O Escritório das Nações Unidas para Assuntos do Espaço Exterior (UNOOSA) desenvolveu Diretrizes de Mitigação de Detritos Espaciais que delineiam as melhores práticas para operações espaciais, mas a aplicação internacional continua desafiadora.

A Agência Espacial Europeia (ESA) implementou novas políticas e requisitos de mitigação de detritos espaciais como parte de sua abordagem Zero Debris, com padrões mais rigorosos para todas as missões da ESA para limitar a produção de detritos nas órbitas da Terra e da Lua até 2030. Mudanças importantes incluem a redução do tempo de remoção em órbita baixa da Terra de 25 para 5 anos e a exigência de mais de 90% de chance de sucesso na remoção.

'O cenário político está evoluindo, mas precisamos de acordos internacionais vinculantes para realmente enfrentar esse problema global,' observou a Dra. Maria Rodriguez, especialista em política espacial da Secure World Foundation. 'Anúncios de financiamento como este são cruciais, mas devem ser acompanhados por estruturas regulatórias que garantam a conformidade por todas as nações com atividades espaciais.'

Contribuições Técnicas da NASA

A NASA contribuiu ativamente para o desenvolvimento da tecnologia de desorbitação por meio de relatórios como sua publicação de 2025, 'Small Spacecraft Technology State of the Art: Deorbit', que fornece uma visão abrangente das tecnologias atuais de desorbitação para pequenas espaçonaves. O documento aborda vários métodos de desorbitação, sistemas e conformidade com diretrizes de sustentabilidade espacial.

O Futuro da Sustentabilidade Espacial

O contrato de US$ 52,5 milhões representa mais do que apenas financiamento—sinaliza uma mudança fundamental em como as operações espaciais são conceitualizadas e executadas. À medida que as constelações de satélites continuam a proliferar, com milhares de novos satélites planejados para lançamento nos próximos anos, a necessidade de remoção responsável no fim da vida nunca foi mais urgente.

'Este contrato prova que os serviços de desorbitação podem ser comercialmente viáveis enquanto abordam questões ambientais críticas,' disse o General John Miller da Força Espacial dos EUA. 'Não estamos apenas investindo em tecnologia—estamos investindo na sustentabilidade de longo prazo do domínio espacial para todos os usuários.'

A missão está programada para lançamento em 2027, com a espaçonave Otter projetada para desorbitar pelo menos um satélite da rede PWSA. Esta abordagem inovadora pode estabelecer um precedente para como operadores de satélites governamentais e comerciais gerenciam seus ativos ao longo de seu ciclo de vida, o que poderia revolucionar as operações espaciais por décadas.

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