Reatores Modulares & Fusão: Corrida Nuclear 2026

Em 2026, SMRs e fusão avançam para uso comercial: EUA, Canadá, Reino Unido e Japão disputam a nova corrida nuclear. Veja os principais projetos e investimentos.

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Edicao: PT

Os pequenos reatores modulares (SMRs) e startups de fusão estão deixando as fases piloto para a implantação comercial em 2026, gerando uma nova corrida nuclear nos EUA, Canadá, Reino Unido e Japão. Com vários SMRs aprovados entre 2025 e 2026 e empresas como Commonwealth Fusion Systems e Helion Energy anunciando conexão à rede, o modelo de grandes usinas de fissão é desafiado.

O que são SMRs e Fusão?

Um SMR é um reator de fissão com menos de 300 MWe, construído com módulos padronizados. A fusão combina núcleos atômicos leves, prometendo menos resíduos e mais segurança, mas o ganho energético ainda é um desafio. O setor de tecnologia nuclear avançada inclui SMRs e empresas privadas de fusão.

Avanços Regulatórios de SMR no Final de 2025 e Início de 2026

Estados Unidos e Canadá

O US460 da NuScale recebeu aprovação da NRC em maio de 2025, e a TerraPower obteve a primeira licença Gen IV em março de 2026. No Canadá, o BWRX-300 em Darlington é o primeiro SMR em construção na América do Norte. O licenciamento de SMR da NRC dos EUA acompanha 32 reatores, com 21 em revisão.

Reino Unido e Japão

Reino Unido, NRC e CNSC assinaram cooperação trilateral. A Rolls-Royce SMR avança no Reino Unido, e o Japão promove SMRs para data centers. Isso reflete a mudança para projetos padronizados.

Startups de Fusão Correm para a Rede

Commonwealth Fusion Systems

A CFS, spin-off do MIT, constrói o SPARC em Massachusetts, com plasma em 2027, e sua usina ARC de 400 MW mira a rede no início dos anos 2030. Seus ímãs REBCO atingiram 20 teslas.

Helion Energy

A Helion iniciou a Orion em julho de 2025 e tem o primeiro PPA de fusão — 50 MW para a Microsoft até 2028. Os acordos de compra de energia de fusão são agora eventos de financiamento.

Fluxos de Investimento

Mais de US$ 7 bilhões foram investidos em ~40 empresas de fusão, e o DOE comprometeu US$ 10 bilhões. Microsoft, Meta, Google e Amazon planejam mais de 10 GW para data centers.

Questões Estratégicas: Resiliência da Rede, Urânio e Descarbonização

A corrida levanta três questões: resiliência da rede, suprimento de HALEU — produção atual de ~900 kg/ano, muito abaixo da demanda — e descarbonização. A cadeia de suprimento de urânio e a resiliência da rede para data centers são centrais.

O Que Dizem os Especialistas

Analistas alertam que nenhuma usina entregou eletricidade à rede e que o HALEU é o maior gargalo.

Perguntas Frequentes

O que é um pequeno reator modular?

Reator de fissão abaixo de 300 MWe, feito de módulos de fábrica.

Como a fusão difere da fissão?

A fissão divide átomos; a fusão os combina. A fusão produz menos resíduos, mas não é comercial.

Quando a primeira usina de fusão comercial se conectará à rede?

Helion mira 2028; CFS no início dos 2030. Prazos incertos.

Quais países lideram a implantação de SMRs?

China e Rússia têm SMRs operacionais; EUA, Canadá, Reino Unido e Japão avançam projetos.

A nuclear avançada é necessária para a descarbonização?

Sim: energia firme e zero carbono, mas precisa superar custos e prazos.

Conclusão: Um Ano Pivotal para a Nuclear Avançada

2026 é um ano decisivo: aprovações, construções e investimentos levaram SMRs e fusão do conceito ao concreto. Ainda há um longo caminho até a energia comercial, e o resultado moldará as metas globais de descarbonização.

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