Em 2026, o BRICS+ lançou The Unit, token digital de liquidação com lastro em ouro que processa US$ 2,5 bilhões por mês em energia e commodities. Com 40% de lastro em ouro físico e 60% em cesta de cinco moedas, oferece liquidação quase instantânea fora do SWIFT, com economia de 30–40%. É a primeira alternativa concreta ao dólar entre grandes economias. O marco, somado à proposta do RBI de uma Ponte CBDC na Cúpula de 2026, torna o momento decisivo para a desdolarização.
O que é o Unit?
O Unit é um instrumento institucional, não moeda de varejo. Bancos centrais, fundos soberanos e bancos autorizados o utilizam para liquidar comércio em unidade neutra. Segundo relatos do início de 2026, pilotos de outubro de 2025 já escalaram para transações reais. Reforça a expansão do BRICS e o sistema multipolar.
Como o Unit funciona
Cada Unit é atrelado a 40% de ouro e 60% de cesta de cinco moedas. Roda em blockchain permissionado Cardano, com liquidação em menos de 10 segundos, ante 1–3 dias. Só instituições credenciadas validam saldos, preservando soberania e permitindo conformidade programável.
- Lastro: 40% ouro, 60% moedas
- Blockchain: Cardano permissionado
- Liquidação: <10 segundos
- Custos: 30–40% vs SWIFT
- Acesso: bancos centrais, fundos, bancos
Ao contrário de criptomoedas, não é de varejo: é um trilho de pagamento, não concorrente do Bitcoin. Baseia-se na adoção do blockchain Cardano.
Por que isso importa
A participação do dólar nas reservas caiu a 56,32%, menor nível desde 1995. O comércio intra-BRICS em moedas locais atingiu 67%, e bancos centrais compraram 1.100 toneladas de ouro em 2025. Isso sustenta o token. O Projeto mBridge já processou US$ 55 bi em CBDCs, e o debate sobre a moeda de reserva do dólar saiu da academia.
Ponte CBDC do RBI
O RBI propôs usar o Unit como base de uma Ponte CBDC na Cúpula de 2026, ligando e-Rupia, e-CNY, rublo digital e Drex. A proposta, relatada por analistas em janeiro de 2026, permitiria liquidação direta entre países. É o maior sinal de que a moeda digital de banco central virou política.
Desafios e ceticismo
O dólar ainda responde por 88% do câmbio. O token tem liquidez baixa, divergências internas e pouca transparência. Críticos questionam auditoria e sanções. Como disse um estrategista: “O Unit é a primeira prova operacional de que grandes economias podem escapar dos trilhos do dólar, mas não o substituirá já.” A Ponte do RBI será teste de interoperabilidade e escala, especialmente com o Ocidente de olho em alternativas ao SWIFT sob sanções.
FAQ
O que é o Unit?
Token de liquidação lastreado em ouro do BRICS+, para bancos centrais e comerciais.
Substitui o dólar?
Não; o dólar tem 88% do câmbio, mas é a 1ª alternativa operacional fora dele.
Velocidade?
Menos de 10 segundos em Cardano, contra 1–3 dias no SWIFT.
Ponte CBDC do RBI?
Interligar CBDCs dos membros usando o Unit, na Cúpula de 2026.
Criptomoeda?
Não; token institucional permissionado.
Conclusão
O Unit opera com volumes reais e agenda concreta. Se virará pilar de um sistema financeiro multipolar ou marco simbólico dependerá de liquidez, governança e interoperabilidade. Com o dólar abaixo de 57% das reservas, a alternativa saiu da teoria para a prática.
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