Villa Vie Odyssey retido no Camboja por combustível

Villa Vie Odyssey retido no Camboja após disparada dos combustíveis forçar parada do cruzeiro 'eterno', com 200 passageiros a desembarcar em Sihanoukville.

Villa Vie Odyssey retido no Camboja por combustível
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Edicao: PT

O navio de cruzeiro de luxo Villa Vie Odyssey está retido no Camboja depois que a disparada dos preços dos combustíveis tornou a sua viagem 'eterna' ao redor do mundo financeiramente insustentável. A operadora sediada nos EUA, Villa Vie Residences, confirmou na segunda-feira, 26 de outubro de 2026, que os passageiros em Sihanoukville foram informados de que deveriam desembarcar até a tarde, encerrando uma jornada que já havia coberto mais de 750 dias.

O que aconteceu com o Villa Vie Odyssey?

O Villa Vie Odyssey foi comercializado como um cruzeiro residencial permanente, com a promessa de navegar sem paradas por sete continentes. No entanto, a empresa afirmou que os custos mensais de combustível por cabine em partes da Ásia saltaram de cerca de €1.600 para €7.000. 'Repassar integralmente o aumento aos residentes não é uma solução realista', declarou a operadora. Segundo a Bloomberg, cerca de 200 passageiros estavam a bordo quando a suspensão foi anunciada.

Por que os custos de combustível subiram tanto?

Os preços globais dos combustíveis dispararam em 2026 após perturbações no abastecimento de petróleo ligadas à guerra do Irã e ao fechamento do Estreito de Ormuz. A crise de combustível da indústria de cruzeiros global forçou operadoras a cortar itinerários e reduzir velocidades. A Villa Vie Residences disse que já havia tentado estadias mais longas nos portos e navegação mais lenta para economizar combustível, mas as medidas foram insuficientes.

Quanto pagaram os passageiros?

Quando o Villa Vie Odyssey partiu para a sua volta ao mundo há dois anos, os passageiros podiam comprar cabines entre €90.000 e €812.000, com aluguel mensal em torno de €2.200. A maioria dos compradores era americana, canadense e britânica. O navio foi projetado para visitar 425 portos, 147 países e sete continentes a cada 3,5 anos.

O que isso significa para residentes e passageiros?

Diferentemente dos passageiros de cruzeiros convencionais, muitos residentes do Villa Vie venderam as suas casas e viviam permanentemente no navio. A empresa prometeu ajudar essas pessoas a encontrar moradia alternativa. Na manhã de segunda-feira, todos os passageiros foram informados de que deveriam deixar o navio em Sihanoukville naquela mesma tarde. Alguns voaram imediatamente, enquanto outros aguardaram na cidade portuária.

Uma jornada conturbada desde Belfast

O Villa Vie Odyssey tem mais de 30 anos e passou por uma grande reforma antes do lançamento. Partiu finalmente de Belfast em outubro de 2024, quatro meses atrasado, após problemas com lemes e certificação. O atraso já havia deixado passageiros retidos na Irlanda do Norte. Agora, o futuro do navio é novamente incerto.

O Villa Vie Odyssey pode retomar a viagem?

A empresa afirmou que passará os próximos meses investigando se uma reinicialização é possível, incluindo um plano de reestruturação e recapitalização de 60 dias. No entanto, nenhum financiamento foi finalizado. Para os residentes, o futuro dos cruzeiros residenciais agora depende da estabilização dos custos de combustível.

FAQ: O caso do Villa Vie Odyssey

Por que o navio está retido no Camboja?

Os custos crescentes de combustível na Ásia tornaram a viagem insustentável, com despesas mensais por cabine subindo de cerca de €1.600 para €7.000.

Quantos passageiros estavam a bordo?

Cerca de 200 passageiros estavam no navio quando as operações foram suspensas em Sihanoukville.

De onde partiu o Villa Vie Odyssey?

O navio partiu de Belfast, na Irlanda do Norte, em outubro de 2024, após quatro meses de atraso.

Os passageiros podem obter reembolso?

A operadora não confirmou reembolsos e está a explorar uma reestruturação nos próximos 60 dias.

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