Protestos na França eclodiram pelo terceiro fim de semana consecutivo em 31 de outubro de 2026, quando manifestações de Halloween ficaram violentas em Paris, Lyon e Marselha. As autoridades relataram mais de 300 mil participantes no país; organizadores alegaram quase meio milhão. Na Alemanha, protestos da Geração Z reuniram milhares em mais de 30 cidades, com canhões de água em Colônia.
O que está por trás dos protestos na França?
As manifestações reúnem estudantes e o movimento dos coletes amarelos da França contra o custo de vida, a violência policial, escolas inadequadas e o racismo. O gatilho foi o ataque terrorista racista em Trappes, em 23 de outubro, que matou uma pessoa e feriu cinco, incluindo uma menina de 12 anos. Macron chamou o episódio de 'ataque terrorista racista'.
Tumultos de Halloween em Paris: o que aconteceu em 31 de outubro?
Paris teve a maior manifestação, com cerca de 70 mil pessoas, segundo a polícia. Uma marcha central foi proibida, forçando uma rota alternativa pelos subúrbios, e dezenas de estações de metrô fecharam. Cerca de 70 mil policiais e gendarmes foram mobilizados no país, segundo a RFI.
À tarde, as marchas oficiais foram pacíficas, mas as tensões cresceram à noite. Pessoas mascaradas de preto atacaram policiais em Paris, e a polícia usou gás lacrimogêneo na capital, em Lyon e em Marselha. Houve pelo menos 290 prisões. O ministro do Interior, Laurent Nuñez, alertou para 'risco muito alto de desordem pública' e prometeu 'resposta extremamente firme'.
Protestos da Geração Z se espalham na Alemanha
Na Alemanha, o movimento apartidário onda de protestos da Geração Z na Europa 'Gen Z regelt' organizou atos em pelo menos 30 cidades. A polícia contou cerca de 5 mil em Berlim e vários milhares em Colônia, com atos também em Frankfurt, Hamburgo e Munique. Em Colônia, usou canhão de água após um grupo tentar chegar ao centro, segundo a WDR. Berlim teve garrafas e ovos lançados; Hamburgo registrou barricadas incendiadas.
Os manifestantes protestam contra o custo de vida, escolas subfinanciadas, cortes de gastos e aumento militar, e rejeitam um serviço voluntário que temem levar ao recrutamento. Organizadores dizem que o movimento é 'contra toda violência', mas a polícia se preparou para infiltração radical.
França x Alemanha: os protestos de 31 de outubro em resumo
- França: mais de 300 mil participantes, 70 mil policiais, 290 prisões e gás lacrimogêneo em Paris, Lyon e Marselha
- Alemanha: mais de 30 cidades, 5 mil em Berlim, canhão de água em Colônia e movimento da Geração Z
- Demandas: custo de vida, verba escolar, fim da violência policial e do racismo; na Alemanha, contra o recrutamento
Por que esses protestos importam antes da eleição francesa de 2027
A agitação ocorre seis meses antes da eleição presidencial francesa, com Marine Le Pen, da extrema direita, liderando pesquisas. No fim de semana anterior, 410 mil protestaram; tumultos anteriores causaram centenas de milhões de euros em danos e 1.314 prisões. A onda ligada à crise do custo de vida chega à Alemanha e à Itália, indicando que o descontentamento juvenil virou tema político europeu. Na Holanda, 10 prisões em Haia.
Perguntas frequentes
O que desencadeou os protestos na França em 31 de outubro de 2026?
O gatilho foi o ataque racista em Trappes, em 23 de outubro; também pesam custo de vida, violência policial e escolas.
Quantas pessoas protestaram na França e na Alemanha?
Na França, mais de 300 mil, incluindo 70 mil em Paris; organizadores alegaram 500 mil. Na Alemanha, cerca de 5 mil em Berlim e vários milhares em Colônia.
Por que a polícia usou gás lacrimogêneo e canhões de água?
Houve gás lacrimogêneo em Paris, Lyon e Marselha após objetos serem lançados; em Colônia, canhão de água quando tentaram chegar ao centro.
Os protestos de Halloween foram pacíficos?
As marchas foram pacíficas de dia, mas houve violência à noite em cidades francesas e alemãs, com centenas de prisões.
Quais são as principais demandas dos manifestantes?
Custo de vida, verba escolar, fim da violência policial e do racismo; na Alemanha, oposição ao recrutamento e à austeridade.
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