Egito concede perdão presidencial a ativista da Primavera Árabe

Presidente egípcio al-Sisi concede perdão ao ativista da Primavera Árabe Alaa Abd el-Fattah após seis anos de prisão, um importante desenvolvimento em direitos humanos.

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Ativista proeminente Alaa Abd el-Fattah libertado após perdão presidencial

O presidente egípcio Abdel Fattah al-Sisi concedeu um perdão presidencial ao proeminente ativista Alaa Abd el-Fattah, pondo fim aos seus seis anos de prisão. A decisão foi anunciada na televisão estatal e confirmada pelo advogado do ativista, representando um desenvolvimento significativo no cenário dos direitos humanos do Egito.

Abd el-Fattah, cidadão egípcio-britânico, foi uma figura líder durante os protestos da Primavera Árabe em 2011 que derrubaram o ditador de longa data Hosni Mubarak. Ele foi condenado em 2021 por "divulgar desinformação" e sentenciado a cinco anos de prisão. O perdão ocorre algumas semanas após al-Sisi anunciar que consideraria clemência para o ativista e outros prisioneiros.

Antecedentes do ativista da Primavera Árabe

Alaa Abd el-Fattah vem de uma família de proeminentes ativistas egípcios. Seu pai, Ahmed Seif El-Islam Hamad, era um advogado de direitos humanos que também sofreu tortura e prisão sob regimes anteriores. Abd el-Fattah ganhou reconhecimento inicial como desenvolvedor de software e blogueiro, sendo cofundador dos primeiros agregadores de blogs do Egito que promoviam a liberdade de expressão.

Durante a Primavera Árabe, ele se tornou um símbolo do movimento pró-democracia que varreu o Oriente Médio. Os protestos, que começaram no final de 2010 na Tunísia, espalharam-se rapidamente para o Egito, onde milhões exigiam o fim da pobreza, corrupção e opressão política. "O povo quer a queda do regime" tornou-se o grito de guerra que finalmente forçou a renúncia de Mubarak após 30 anos no poder.

Anos de prisão e greves de fome

A prisão de Abd el-Fattah atraiu condenação internacional e preocupação de organizações de direitos humanos. Sua família expressou repetidamente preocupações sobre seu tratamento, alegando que ele foi privado de material de leitura e cuidados médicos adequados. O ativista realizou várias greves de fome em protesto, chegando a consumir apenas 100 calorias por dia durante sete meses antes de ser hospitalizado.

Seu caso tornou-se uma questão diplomática entre o Egito e o Reino Unido, onde sua mãe Laila Soueif fez greve de fome fora do Ministério das Relações Exteriores britânico. Em dezembro de 2024, o parlamento britânico debateu sua detenção, destacando a pressão internacional sobre as autoridades egípcias.

O perdão representa uma mudança notável na abordagem do Egito em relação aos prisioneiros políticos sob o governo de al-Sisi, que tem enfrentado críticas por seu histórico de direitos humanos. Embora o momento exato da libertação de Abd el-Fattah permaneça incerto, a decisão sinaliza possíveis mudanças no clima político do Egito. Fontes: Reuters, NOS

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