Uma coalizão de cientistas climáticos apresentou um 'menu' abrangente de medidas políticas para acelerar a transição global para longe dos combustíveis fósseis. As recomendações foram divulgadas na Primeira Conferência sobre Transição para Longe dos Combustíveis Fósseis, co-organizada pela Colômbia e Países Baixos em Santa Marta, Colômbia, de 24 a 29 de abril de 2026. O relatório de síntese científica oferece 12 'insights de ação', desde a proibição de novas infraestruturas de combustíveis fósseis até a proibição de anúncios da indústria.
O que é o Repertório de Ação de Santa Marta?
O Repertório de Ação de Santa Marta (SMART) é uma estrutura política baseada na ciência, compilada por cerca de 24 cientistas liderados pelo Dr. Friedrich Bohn e Prof. Frank Jotzo. O documento foi preparado para discussões ministeriais entre representantes de 56 nações. A mensagem central: reduzir gradualmente os combustíveis fósseis é 'necessário e possível'. O roteiro global de transição energética enfatiza que adiar a ação trará décadas de emissões e riscos econômicos.
Principais Recomendações dos Cientistas
Banir Novas Infraestruturas de Combustíveis Fósseis
Interromper imediatamente toda exploração e projetos de infraestrutura para evitar 'lock-ins' fósseis.
Eliminar Subsídios aos Combustíveis Fósseis
Subsídios globais chegaram a US$ 7 trilhões anuais em 2025 segundo o FMI; redirecionar fundos para energia limpa e proteção social.
Banir Publicidade e Lobby de Combustíveis Fósseis
Semelhante ao controle do tabaco, para combater desinformação e proteger a tomada de decisões democrática.
Definir Metas Vinculativas de Redução de Metano
Metano como 'via rápida' para desacelerar o aquecimento global, com metas vinculativas para operações de petróleo e gás, agricultura e gestão de resíduos.
Acelerar Eletrificação e Transição Justa
Transformação da demanda com energias renováveis, requalificação de trabalhadores e partilha justa de custos. 'A segurança energética, a melhoria da saúde, a estabilidade financeira e a prosperidade são co-benefícios da transição.'
Lançamento do Painel Científico para a Transição Energética Global
O SPGET, co-presidido por Vera Songwe, Ottmar Edenhofer e Gilberto M. Jannuzzi, reúne 50–100 cientistas em quatro grupos de trabalho para produzir recomendações políticas mais rápidas que o IPCC. Um roteiro preliminar para a Colômbia projeta que um investimento anual de US$ 10,6 bilhões poderia gerar US$ 23 bilhões em benefícios líquidos até 2050. O plano de investimento em energia limpa da Colômbia demonstra a viabilidade econômica.
Implicações Políticas e Econômicas
A conferência representa uma mudança diplomática: primeiro fórum global dedicado à implementação da transição. Cerca de 50 nações participaram, mas grandes produtores de combustíveis fósseis e economias emergentes estavam ausentes. Os cientistas alertam que promessas voluntárias são insuficientes. 'A janela para manter 1,5°C está se fechando rapidamente', disse a Prof. Joyeeta Gupta. O relatório rejeita soluções falsas como captura de carbono não comprovada ou gás natural como 'combustível de ponte'.
FAQ: Plano de Eliminação de Combustíveis Fósseis dos Cientistas
O que é o 'menu' de medidas apresentado pelos cientistas?
Conjunto de 12 recomendações chamado SMART, incluindo proibição de novos projetos, eliminação de subsídios, proibição de anúncios, metas de metano e eletrificação com transição justa.
Por que é recomendado banir a publicidade de combustíveis fósseis?
Para combater desinformação e obstrução, semelhante às táticas da indústria do tabaco.
Quantos países participaram da conferência de Santa Marta?
56 países, com cerca de 50 na 'coalizão dos dispostos'.
A transição para longe dos combustíveis fósseis é economicamente viável?
Sim. O roteiro para a Colômbia mostra que investir US$ 10,6 bilhões anuais poderia gerar US$ 23 bilhões em benefícios líquidos por ano até 2050.
O que é o Painel Científico para a Transição Energética Global (SPGET)?
Novo painel de 50-100 cientistas para recomendações mais rápidas que o IPCC, com marcos por país e setor alinhados ao limite de 1,5°C.
Fontes
As informações foram obtidas do relatório do Carbon Brief, do site oficial da conferência (transitionawayconference.com), da cobertura do Climate Home News e do comunicado de imprensa da Universidade de Amsterdã.
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