Cisjordânia: colonos israelenses ferem 20 em colheita

Colonos israelenses atacam a colheita de oliva na Cisjordânia em 16 de outubro de 2026, ferindo 20 pessoas e a fotógrafa Heidi Levine, do Washington Post dos EUA.

Cisjordânia: colonos israelenses ferem 20 em colheita
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Edicao: PT

Colonos israelenses mascarados atacaram colhedores palestinos de oliva em toda a Cisjordânia ocupada em 16 de outubro de 2026, queimando carros e árvores e ferindo pelo menos 20 pessoas, segundo o Guardian e a Associated Press. Os ataques atingiram pelo menos oito aldeias no início da colheita anual e feriram a fotógrafa do Washington Post Heidi Levine em Abu Falah, perto de Ramallah. O episódio intensificou a pressão internacional sobre a violência dos colonos e a expansão dos assentamentos israelenses.

O que aconteceu em Abu Falah?

Em Abu Falah, cerca de 80 colonos mascarados confrontaram colhedores com cassetetes, armas de fogo e estilingues, incendiando olivais e arrancando árvores. O Crescente Vermelho Palestino relatou 14 feridos em seis locais; autoridades locais citaram ao menos quatro feridos em duas outras aldeias. Testemunhas disseram que tropas israelenses dispararam gás lacrimogêneo contra palestinos que tentavam se defender, enquanto moradores corriam para proteger seus olivais sob fumaça perto de Ramallah.

Um movimento coordenado para interromper a colheita anual de oliva

Grupos de direitos humanos descreveram o ataque como parte de um esforço coordenado para interromper a colheita. O Yesh Din registrou ao menos 170 ataques de colonos desde 27 de setembro, com quatro palestinos mortos. Israel também proibiu palestinos de colher cerca de 8.800 hectares da Área C sem aprovação militar, pressionando um setor do qual dependem cerca de 110.000 famílias palestinas.

O peso econômico da safra de oliva

O setor de oliva responde por cerca de 8% do PIB da Cisjordânia e mais de 60.000 empregos. Na safra de 2025, grupos de monitoramento documentaram ao menos 360 ataques, danos a mais de 25.000 árvores e perdas acima de US$ 100 milhões. A OCHA registrou mais de 260 ataques somente em outubro de 2025, cerca de oito por dia, o maior número mensal desde 2006.

Jornalista Heidi Levine agredida no campo

A fotógrafa do Washington Post Heidi Levine foi agredida por mais de 10 minutos em Abu Falah e hospitalizada. Colonos roubaram seu passaporte, telefone, carteira e equipamentos, segundo o Guardian. O Washington Post e a Associação de Imprensa Estrangeira exigiram responsabilização. O deputado Jamie Raskin (D-Maryland) escreveu no X que o ataque é inaceitável e um momento de acerto de contas para o mundo.

Surto mais amplo de violência dos colonos na Cisjordânia

O ataque reflete uma escalada. Grupos de direitos afirmam que mais de 1.600 ataques de colonos ocorreram de janeiro a agosto de 2026, gerando alertas da ONU. O Exército israelense condenou a violência e disse que tropas atiraram em um homem com um objeto pontiagudo; moradores afirmam que soldados ficaram parados ou ajudaram colonos. O gabinete de Netanyahu chamou os fatos de pouco claros, resposta criticada por palestinos e defensores da imprensa.

Pressão internacional e impacto sobre agricultores palestinos

O ataque chamou atenção porque uma jornalista americana estava entre os feridos, ampliando o escrutínio sobre assentamentos e violência de colonos. Autoridades dos EUA condenaram o episódio, e a Associação de Imprensa Estrangeira pediu proteção a jornalistas, em meio a preocupações com a liberdade de imprensa. Para agricultores palestinos, a violência agrava a intimidação e torna a colheita — sustento cultural e econômico — cada vez mais perigosa; alguns relatam roubo de azeitonas e arrancamento de árvores.

FAQ: ataques à colheita de oliva na Cisjordânia

O que aconteceu em Abu Falah?

Cerca de 80 colonos mascarados atacaram colhedores, queimaram carros e árvores e feriram moradores, incluindo Heidi Levine.

Quantos ficaram feridos?

Pelo menos 20 pessoas em oito aldeias, segundo o Guardian; o Crescente Vermelho relatou 14 feridos em seis locais.

Por que a colheita é importante?

Cerca de 110.000 famílias dependem dos olivais, que geram aproximadamente 8% do PIB da Cisjordânia e mais de 60.000 empregos.

A violência aumentou?

Sim. A OCHA registrou mais de 260 ataques em outubro de 2025, recorde mensal desde 2006; houve mais de 1.600 ataques de janeiro a agosto de 2026.

Qual foi a resposta israelense?

O Exército condenou a violência, mas o gabinete de Netanyahu disse que os fatos eram pouco claros; EUA e imprensa estrangeira pediram responsabilização.

Conclusão e perspectivas

O ataque de 16 de outubro ressalta a volatilidade da colheita e a preocupação internacional com a violência dos colonos. Com a safra apenas começando, agricultores e jornalistas enfrentam novas ameaças no outono, em meio a pedidos por proteção e responsabilização.

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