A Bulgária convocou a 13 de outubro de 2026 a embaixadora russa depois de um ataque de drones ter afundado o navio de carga HS Dignity, de bandeira da Guiné-Bissau, no Mar Negro. Onze tripulantes estão desaparecidos. O primeiro-ministro Rumen Radev classificou o ataque como “absolutamente inaceitável” e afirmou que o incidente “favorece a Federação Russa”, embora Sófia não tenha acusado formalmente Moscovo. Cinco marinheiros foram salvos. O Chelsea 3, de bandeira maltesa, foi atingido por três drones; os quinze ocupantes sobreviveram.
O que aconteceu no Mar Negro?
Por volta das 01h30, dois navios mercantes foram atacados a 15–18 milhas náuticas da costa norte da Bulgária, dentro da zona económica exclusiva mas fora das águas territoriais. As rotas marítimas do Mar Negro tornam-se cada vez mais perigosas desde a invasão russa da Ucrânia em 2022; foi o segundo naufrágio mortal numa semana.
HS Dignity: afundado, 11 desaparecidos
O navio, com dezasseis tripulantes presumivelmente sírios e egípcios, afundou cerca de 15 milhas a leste de Krapets, junto à fronteira romena. Cinco tripulantes foram resgatados; onze continuam desaparecidos. Uma operação de busca e salvamento estava em curso.
Chelsea 3: atingido, tripulação salva
O Chelsea 3, de propriedade ucraniana e bandeira maltesa, foi atingido por três drones a cerca de 18 milhas de Byala. Os quinze ocupantes — sete ucranianos e oito azerbaijanos — foram levados para Varna; cinco receberam tratamento por ferimentos ligeiros.
| Navio | Bandeira | Destino | Tripulação |
|---|---|---|---|
| HS Dignity | Guiné-Bissau | Afundou após ataque | 16 a bordo; 5 salvos, 11 desaparecidos |
| Chelsea 3 | Malta (ucraniano) | Atingido por três drones | 15 a bordo; todos salvos |
Porque a Bulgária convocou a embaixadora
Radev convocou Eleonora Mitrofanova em Sófia e exigiu explicações. Não há prova definitiva de quem lançou os drones, mas “a lógica destas ações favorece a Federação Russa”. A embaixadora negou conhecimento do Ministério da Defesa russo e sugeriu uma “provocação de terceiros”, segundo declarações do Ministério dos Negócios Estrangeiros búlgaro. O passo é grave porque a Bulgária é membro da NATO e da UE; uma semana antes, o Alfa Watan afundou-se na mesma zona com dez desaparecidos.
Reação da NATO, UE e da região
Ursula von der Leyen chamou ao Mar Negro “uma nova frente de escalada”. O secretário-geral da NATO, Mark Rutte, prometeu cooperação mais estreita com a Bulgária e adaptação do flanco leste. O ministro ucraniano Sybiha acusou diretamente a Rússia e pediu sanções mais duras da UE contra a Rússia. A Turquia instou ambas as partes a cessar ataques a navios mercantes.
Impacto na navegação e segurança alimentar
Os ataques transformaram o Mar Negro de corredor comercial em zona de alto risco, com seguros mais caros e desvios de rotas. As consequências para a segurança alimentar global são grandes: a Ucrânia e a Rússia são grandes exportadores de cereais e a perturbação afeta mercados no Médio Oriente e em África.
Perspetiva dos especialistas
Analistas veem nos ataques impunes a navios civis uma estratégia deliberada para desorganizar o comércio sem confronto direto com a NATO. “Os incidentes ocorrem logo fora das águas territoriais, o que dificulta a atribuição”, diz um analista de segurança marítima.
Perguntas frequentes
O que aconteceu ao HS Dignity?
Afundou-se após um ataque de drones a 13 de outubro de 2026. Cinco ocupantes foram salvos; onze estão desaparecidos.
A Bulgária acusou a Rússia?
Não. Segundo Radev, não há provas claras, mas o resultado favorece a Rússia. Sófia convocou a embaixadora para explicações.
O que aconteceu ao Chelsea 3?
Três drones atingiram o navio perto de Byala. Todos os quinze ocupantes foram salvos, cinco com ferimentos ligeiros.
Porque é importante para a NATO?
A Bulgária é membro da NATO e da UE; ataques junto à sua costa testam a solidariedade. A NATO ajustará o flanco leste se necessário.
Conclusão e perspetivas
Os ataques mostram como a guerra se estende ao Mar Negro e envolve Estados-membros da NATO. Sem atribuição clara, a escalada continua possível; seguradoras, armadores e governos observam se a NATO e a UE reforçarão as patrulhas.
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