Os controles de exportação da China sobre terras raras e minerais críticos, implementados em 2026, causaram picos de preços de até seis vezes e reduziram as taxas de aprovação de licenças europeias abaixo de 25%. Com a China controlando 90% do processamento global de terras raras, 80% de tungstênio e 60% de antimônio, o sistema expôs uma vulnerabilidade estratégica ocidental em defesa, energia verde e tecnologia.
Contexto: Controles de 2026
Em 2026, a China apertou o licenciamento não automático, com aprovações caindo abaixo de 25% para empresas europeias. Os preços do neodímio e disprósio — essenciais para ímãs em EVs e turbinas eólicas — dispararam seis vezes. A cadeia de suprimentos de terras raras foi a mais afetada. Analistas veem Pequim usando controle, não escassez, para extrair concessões. Mais de 80% das empresas europeias dependem da China, deixando-as expostas.
Resposta Ocidental: Aliança FORGE
Os EUA lançaram a aliança FORGE em fevereiro de 2026, reunindo 54 nações e a Comissão Europeia para criar uma zona preferencial de comércio para minerais críticos, apoiada por US$ 30 bilhões em financiamento federal. O quadro da aliança FORGE para minerais críticos visa cobrir dois terços da economia global. Desde janeiro, os EUA assinaram 21 acordos bilaterais com países como Argentina (lítio), Marrocos e Peru.
Lei de Matérias-Primas Críticas da UE
A UE estabeleceu metas para 2030: 10% de extração doméstica, 40% de processamento interno e 25% de reciclagem, limitando a dependência de um único país a 65%. No entanto, a Lei de Matérias-Primas Críticas da UE enfrenta processos lentos e o domínio chinês no processamento. Os projetos enfrentam oposição local e gargalos de infraestrutura. Reconstruir a capacidade independente pode levar 20 a 30 anos.
Impacto em Defesa, Energia e Tecnologia
Na defesa, a escassez atrasa sistemas de armas. Na energia verde, o aumento de preços afeta turbinas eólicas e EVs. Fabricantes de turbinas eólicas europeias adiaram projetos. Os riscos da cadeia de suprimentos de energia verde são agudos na Europa. Na tecnologia, a dependência de gálio e germânio chineses cria incertezas no setor de semicondutores.
Perspectivas de Especialistas
"A China não armaniza escassez, mas controle — usando restrições reversíveis para manter poder de precificação", diz análise. O Ocidente tem uma janela de 12 a 18 meses para agir. "Reconstruir a capacidade de processamento é um projeto geracional", adverte a Dra. Elena Rossi, do CSIS.
FAQ
O que são os controles de 2026?
Sistema de licenciamento não automático que exige licenças por remessa, com aprovações abaixo de 25% para europeus, efetivamente restringindo o fornecimento.
Por que a China domina?
Devido a décadas de investimento estratégico em refinação, padrões ambientais mais baixos e financiamento estatal, controlando 90% do processamento global.
O que é a FORGE?
Coalizão plurilateral de 54 nações e a Comissão Europeia, lançada em fevereiro de 2026, para criar zona preferencial de comércio e investimento em minerais críticos.
Como a UE responde?
Com a Lei de Matérias-Primas Críticas, que estabelece metas de extração (10%), processamento (40%) e reciclagem (25%) até 2030, além de 60 Projetos Estratégicos.
Quanto tempo para reconstruir?
Analistas estimam de 20 a 30 anos para reconstruir capacidade de processamento independente, muito além da janela de 12 a 18 meses para ação decisiva.
Conclusão
Os controles expuseram a vulnerabilidade ocidental. A corrida geopolítica por minerais críticos é sobre soberania futura. Os próximos 12 a 18 meses serão decisivos para evitar dependência prolongada.
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