G7: aliança para reduzir dependência de terras raras em 2030

G7 lança Aliança de Minerais Críticos para reduzir dependência de terras raras abaixo de 60% até 2030, com €64 bi. Análise de prazos e riscos estratégicos.

G7: aliança para reduzir dependência de terras raras em 2030
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Edicao: PT

Em 17 de junho de 2026, os líderes do G7 lançaram uma Aliança de Minerais Críticos para reduzir a dependência ocidental de terras raras e ímãs chineses. A meta é reduzir a dependência de qualquer fornecedor não-G7 para menos de 60% até 2030, com ambição de 50%. Apoiado por €64 bilhões e coordenado pela AIE, é o esforço mais concertado para quebrar o domínio chinês. Mas a China controla 90% do processamento global, levantando dúvidas sobre os prazos.

Contexto: Monopólio Chinês e a Crise de 2026

A China domina o processamento de terras raras (90%) e, para as pesadas, como disprósio e térbio, a participação supera 98%. A urgência vem da reinstalação dos controles de exportação chineses em novembro de 2026, suspensos temporariamente após consultas. A AIE alerta que a implementação total pode colocar US$ 6,5 trilhões em risco anualmente. Os controles de exportação de terras raras da China já causaram picos de preços de até seis vezes fora do país.

O que a Aliança do G7 Envolve

Metas e Prazos

Reduzir dependência de fornecedor não-G7 para menos de 60% até 2030 (meta estendida: 50%). A aliança acolheu 195 projetos, totalizando €64 bilhões.

Programas-Piloto e Expansão

Pilotos para lítio e níquel; expansão para cinco novos minerais críticos por ano.

Estocagem e Reciclagem

Estocagem harmonizada, com o Projeto Vault dos EUA (US$ 12 bilhões). Meta de aumentar reciclagem para parcela significativa do consumo até 2030; atualmente menos de 5% é reciclado.

O Ocidente Pode Construir Alternativas a Tempo?

Progresso dos EUA

MP Materials investiu US$ 1,25 bilhão em fábrica de ímãs no Texas (2028). USA Rare Earth garantiu US$ 3,1 bilhões e constrói fábrica em Oklahoma. Porém, a América do Norte deve atingir apenas 9-10% da capacidade de refino até 2035, e a MP ainda envia concentrado para a China.

Esforços Europeus

A UE lançou a Lei de Matérias-Primas Críticas, visando 10% de mineração doméstica e 40% de processamento até 2030. A Lei de Matérias-Primas Críticas da UE enfrenta longos prazos de licenciamento.

Consequências do Fracasso

Se a meta não for cumprida, a China pode interromper cadeias de suprimentos, paralisando EVs, turbinas eólicas e defesa. A AIE adverte que uma crise pode atrasar a transição energética em uma década. Os controles chineses têm alcance extraterritorial. As consequências geopolíticas da dependência de terras raras afetam sistemas de defesa como mísseis e radar.

Perspectivas de Especialistas

O G7 fez uma tentativa coordenada, mas reconstruir cadeias independentes pode levar 20-30 anos, segundo a Modern Diplomacy. Um relatório da Rare Earth Exchanges concluiu que a China usa restrições reversíveis para manter poder de precificação, dando ao Ocidente 12-18 meses para agir.

FAQ

O que é a Aliança do G7?

Mecanismo lançado em junho de 2026 para reduzir dependência de terras raras e ímãs chineses, com estocagem, reciclagem e monitoramento.

Qual a meta de 2030?

Reduzir dependência de fornecedor não-G7 para menos de 60% (ambição de 50%).

Quanto investimento?

195 projetos, €64 bilhões.

Por que o controle chinês é problemático?

China controla 90% do processamento e 95% dos ímãs, ameaçando US$ 6,5 trilhões anualmente.

O Ocidente pode quebrar o domínio até 2030?

Analistas são céticos: América do Norte terá apenas 9-10% da capacidade até 2035; reconstruir leva 20-30 anos.

Conclusão

A Aliança do G7 reconhece a vulnerabilidade. Os €64 bilhões e metas ambiciosas mostram vontade política, mas a vantagem de três décadas da China é formidável. Os próximos 12-18 meses são críticos para acelerar licenciamento e reciclagem. Caso contrário, a meta de 2030 será simbólica, com consequências duradouras.

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