Controles de Exportação de Terras Raras da China 2026

Os controles de exportação de terras raras da China em 2025, vigentes desde dezembro, causam picos de preços e vulnerabilidade nas cadeias de defesa, EVs e semicondutores. Saiba como nearshoring e reciclagem podem reduzir a dependência.

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Os controles de exportação de terras raras e equipamentos de processamento da China, intensificados no final de 2025, estão criando gargalos severos para as indústrias de defesa, semicondutores, automotiva e energia verde em todo o mundo. Com a China controlando 91% do refino global de terras raras e 94% da produção de ímãs permanentes, e novas regras abrangendo componentes mesmo fabricados fora da China, as economias ocidentais enfrentam uma crise de dependência estrutural. Este artigo analisa as implicações estratégicas dessa alavancagem, a corrida por cadeias de suprimentos alternativas e se o nearshoring e a reciclagem podem reduzir significativamente a vulnerabilidade nesta década.

Contexto: A Expansão dos Controles de Exportação da China

Em 9 de outubro de 2025, o Ministério do Comércio da China emitiu o Aviso nº 61, expandindo drasticamente os controles de exportação de terras raras e tecnologias relacionadas, com efeito a partir de 1º de dezembro de 2025. As regulamentações introduziram medidas de jurisdição extraterritorial sem precedentes. As disposições mais impactantes incluem uma regra de reexportação, um limite de minimis de 0,1% de teor de terras raras de origem chinesa e uma Regra de Produto Estrangeiro Direto (FDPR) para itens fabricados com tecnologia chinesa de processamento de terras raras. Isso significa que qualquer produto contendo traços de terras raras chinesas — desde motores de veículos elétricos até aviônicos do caça F-35 — agora requer uma licença de exportação chinesa, independentemente de onde foi fabricado. O