Rússia venderá 23,76% da Aeroflot mantendo controle
O governo russo iniciou a venda de 23,76% de sua participação na Aeroflot, reduzindo sua fatia de 73,77% para 50% mais uma ação, garantindo controle majoritário. O anúncio em 22 de maio de 2026 visa estimular a economia sob sanções ocidentais. Durante a pandemia, a Aeroflot levantou 80 bilhões de rublos com investidores do Oriente Médio. A participação de mercado da empresa é de 42,3%, tendo transportado 55,3 milhões de passageiros em 2024.
Contexto: Sanções e crise na aviação
As sanções após a invasão da Ucrânia em 2022 proibiram a Aeroflot dos espaços aéreos da UE, EUA e Reino Unido, e cortaram o fornecimento de peças da Boeing e Airbus. O impacto das sanções na aviação russa levou quase 30 companhias aéreas à falência. O governo injetou US$ 12 bilhões na Aeroflot para mantê-la operacional. Em 2025, a receita foi de 902,3 bilhões de rublos (US$ 10 bilhões), mas o lucro líquido caiu 65% para 22,6 bilhões de rublos (US$ 250 milhões). O vice-ministro das Finanças, Alexei Moiseyev, indicou que a venda provavelmente envolverá duas ou três transações, com bancos russos como principais compradores.
Detalhes da venda
Estrutura e cronograma
A venda envolve aproximadamente 944,6 milhões de ações avaliadas em US$ 500 milhões. A Rosimushchestvo lançou um concurso até 8 de junho de 2026 para selecionar um organizador com experiência em mercados de capitais. As preparações técnicas ocorrerão ao longo de 2026.
Preço e descontos
Analistas esperam desconto de 10-15% sobre o preço de mercado para atrair investidores institucionais. O estado manterá controle de 50%+1 ação, aumentando o free float para quase 49%. A privatização da Aeroflot em 2026 faz parte do projeto federal 'Desenvolvimento de Mercados Financeiros', que visa expandir IPOs e SPOs de estatais.
Impacto no futuro da Aeroflot
Frota sob sanções
A frota da Aeroflot inclui 171 aeronaves (112 Airbus, 59 Boeing). Com a falta de peças e manutenção, a empresa recorre à canibalização de aviões imobilizados e a fornecedores não aprovados para manter as aeronaves voando. Em julho de 2025, sofreu ataques cibernéticos que destruíram 7.000 sistemas e paralisaram o Aeroporto de Sheremetyevo por 72 horas, cancelando mais de 100 voos.
Atraso em aeronaves russas
O Grupo Aeroflot encomendou quase 300 aeronaves russas (MS-21, SJ-100, Tu-214), mas as entregas estão atrasadas devido à dificuldade de substituir componentes ocidentais. O MS-21, que seria o carro-chefe, deveria começar a ser entregue em 2026, mas persistem desafios de produção. Os planos de modernização da frota da Aeroflot dependem da indústria doméstica.
Reação do mercado
O mercado de ações russo reagiu com cautela; o índice MOEX teve ganhos moderados. Investidores internacionais estão barrados devido às sanções, limitando os compradores a instituições domésticas. A crise da indústria da aviação russa em 2026 continua, com a ICAO preocupada com a segurança.
Perguntas Frequentes
Qual porcentagem está sendo vendida?
23,76%, reduzindo a participação do estado de 73,77% para 50%+1 ação.
Quanto vale a participação?
Aproximadamente US$ 500 milhões, com desconto esperado de 10-15%.
Por que a Rússia está vendendo agora?
Para desenvolver os mercados financeiros e impulsionar a economia sob sanções.
Quem pode comprar?
Principalmente bancos russos e investidores institucionais, devido às restrições.
A Aeroflot sobreviverá às sanções?
Enfrenta desafios como falta de peças e ataques cibernéticos, dependendo de apoio estatal e da indústria doméstica. O futuro é incerto.
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