Dentista belga de 72 anos condenado a 7 anos por abusos

Dentista belga de 72 anos é condenado a 7 anos de prisão por violar e agredir sexualmente 73 pacientes em 25 anos. Tribunal agravou pena e caso reacende debate.

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Edicao: PT

Um dentista belga de 72 anos foi condenado a sete anos de prisão por violar e agredir sexualmente dezenas de pacientes ao longo de 25 anos. O tribunal criminal de Antuérpia decidiu em 27 de outubro de 2026 que o antigo profissional de Wilrijk, a sul de Antuérpia, abusou sistematicamente da sua posição para concretizar fantasias sexuais, inventando procedimentos médicos falsos para atingir mulheres vulneráveis.

O que aconteceu no caso do dentista belga?

O caso veio a público no final de 2024, quando uma paciente apresentou queixa após sentir que algo estava errado durante um tratamento. A polícia deteve o dentista em abril de 2025 e os procuradores lançaram um apelo público para que outras vítimas se apresentassem. No total, 73 mulheres denunciaram abusos, sendo a queixa mais antiga de 1995. A dimensão do caso é uma das maiores do género na história da saúde belga, e as violações da segurança e da confiança dos pacientes reacenderam o debate sobre a supervisão dos profissionais de saúde.

Como abusou o dentista das pacientes?

Segundo o tribunal, o dentista inventou uma alegada «desinfeção da garganta» — um procedimento inexistente na medicina dentária. Durante esses tratamentos falsos, inseria os dedos profundamente na garganta das pacientes até estas vomitarem, enquanto se masturbava e as filmava em segredo. Marcava consultas quando não havia mais pessoal na clínica.

As acusações

  • Violação e agressão sexual de pacientes
  • Falsificação e fraude por cobrar ao seguro nacional de saúde tratamentos inexistentes
  • Exercício ilegal da medicina e uso indevido do título de médico
  • Posse de imagens de abuso sexual de menores encontradas no seu computador

A investigação revelou uma grande quantidade de filmagens sexuais explícitas de tratamentos na clínica e em casa. Um psiquiatra diagnosticou-lhe um distúrbio parafílico fetichista.

O que disseram as vítimas?

Várias vítimas depuseram no julgamento em setembro de 2025. Uma mulher descreveu como o dentista lhe empurrava os dedos profundamente na garganta até ela se engasgar e vomitar. Outras afirmaram que ele as tocava em diferentes partes do corpo alegando ser necessário para o tratamento. Muitas continuam assombradas pelo que aconteceu enquanto estavam sedadas.

«Ainda não sei o que me fez enquanto eu dormia», disse uma vítima ao tribunal.

O trauma foi grave, com vítimas a descrever os falsos tratamentos como tortura. O caso tem sido comparado com os padrões de condenação criminal belgas para violência sexual, onde os tribunais aplicam penas cada vez mais severas.

Porque foi a pena superior ao pedido do Ministério Público?

O Ministério Público belga pediu inicialmente cinco anos de prisão, mas o tribunal de Antuérpia considerou a pena insuficiente face aos 25 anos de crimes, ao elevado número de vítimas e às consequências traumáticas. O juiz condenou-o a sete anos. Foi também condenado por falsificação, fraude, exercício ilegal da medicina e posse de imagens de abuso de menores. O tribunal confiscou 7.500 euros faturados fraudulentamente ao seguro nacional de saúde (RIZIV).

Impacto e implicações

O veredicto envia um sinal forte sobre a responsabilização nos cuidados de saúde e poderá levar a reformas na supervisão das clínicas. Mostra como a autoridade de um profissional pode ser explorada durante anos e porque os mecanismos de denúncia de má conduta médica precisam de reforço urgente. As autoridades belgas enfrentam questões sobre como os abusos passaram despercebidos, apesar de o dentista ter trabalhado em hospitais de Antuérpia e Lovaina.

FAQ: Caso de abuso de pacientes por dentista belga

Que pena recebeu o dentista?

Sete anos de prisão por violação, agressão sexual e crimes relacionados.

Quantas vítimas se apresentaram?

73 vítimas denunciaram abusos, com a queixa mais antiga de 1995.

O que era a falsa «desinfeção da garganta»?

Um procedimento dentário inexistente inventado para inserir os dedos na garganta das pacientes enquanto filmava e se masturbava.

Quando foi detido?

Em abril de 2025, após uma queixa no final de 2024 que levou a uma investigação.

Porque foi a pena superior à pedida?

O tribunal considerou os cinco anos pedidos insuficientes face aos 25 anos de crimes, às 73 vítimas e aos traumas graves.

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