Execução de Nidal Hasan será transmitida ao vivo

Pentágono vai transmitir ao vivo a execução de Nidal Hasan por fuzilamento em 3 de dezembro de 2026, a primeira execução pública nos EUA desde 1936. Entenda.

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Edicao: PT

O Departamento de Defesa dos Estados Unidos confirmou em 8 de outubro de 2026 que vai transmitir ao vivo a execução por pelotão de fuzilamento de Nidal Hasan, o ex-psiquiatra do Exército que matou 13 pessoas em Fort Hood, no Texas, em 2009. A execução está marcada para 3 de dezembro de 2026, às 13h no horário local — o mesmo dia, hora e local do ataque de 2009. Se for realizada como planejado, será a primeira execução pública nos Estados Unidos em 90 anos, desde 1936.

Quem é Nidal Hasan e o que aconteceu em Fort Hood?

Nidal Hasan, 56 anos, era major e psiquiatra do Exército americano. Em 5 de novembro de 2009, abriu fogo no Centro de Processamento de Prontidão de Soldados em Fort Hood, onde tropas passavam por exames médicos antes do envio ao Afeganistão. Testemunhas disseram que ele gritou “Allahu akbar” durante o ataque, que matou 13 pessoas e feriu mais de 30. Hasan, americano de origem palestina, foi baleado por policiais e ficou paralítico da cintura para baixo.

O massacre de Fort Hood de 2009 tornou-se o ataque mais letal a uma base militar americana e provocou audiências no Congresso sobre sinais de alerta ignorados. Em 2013, um tribunal militar condenou Hasan por 13 acusações de homicídio premeditado e 32 de tentativa de homicídio, com pena de morte.

Por que pelotão de fuzilamento e por que transmitir?

O secretário de Defesa, Pete Hegseth, recomendou o fuzilamento, e o presidente Donald Trump aprovou — aprovação exigida para execuções militares. Hegseth disse a repórteres que tornar o evento público era óbvio, para que as pessoas entendam que existem “consequências sérias”.

“Vamos fazer isso numa quinta-feira, às 13h, quando ele cometeu seu ato”, afirmou Hegseth, segundo a NOS. O Pentágono divulgou poucos detalhes operacionais, dizendo apenas que “a execução será transmitida ao vivo”.

Quão raras são as execuções por fuzilamento?

  • Desde 1977, apenas 6 de 1.684 execuções nos EUA usaram pelotão de fuzilamento.
  • A injeção letal foi o método na grande maioria dos casos.
  • A última execução militar em geral foi em 1961, quando John A. Bennett foi enforcado.
  • A última execução militar por fuzilamento foi a do soldado Eddie Slovik, em 1945.

A escolha do método e a transmissão pública geraram comparações com debates sobre legislação da pena de morte militar, transparência e dissuasão.

Debate jurídico e ético

Especialistas em direito alertam que transmitir uma execução pode transformar a punição em espetáculo. O professor Geoffrey Corn disse à CBS News que a transmissão levanta questões morais significativas. “Transforma a pena em um espetáculo público”, afirmou.

Execuções públicas são praticamente inéditas na história moderna dos EUA. Quase todas são testemunhadas apenas por um pequeno grupo — advogados, familiares das vítimas e um pool restrito de imprensa. A transmissão planejada romperia essa norma pela primeira vez desde 1936.

O que acontece a seguir?

Hasan está detido no Presídio Disciplinar dos Estados Unidos em Fort Leavenworth, Kansas. A data de 3 de dezembro ainda pode ser adiada por recursos, alertam autoridades militares. Se prosseguir, será a primeira execução militar americana em mais de 60 anos e a primeira por fuzilamento em oito décadas.

O anúncio renovou o escrutínio sobre a reforma da justiça militar dos EUA e o papel da transparência pública na pena capital.

Perguntas frequentes

Quando está marcada a execução de Nidal Hasan?

Para 3 de dezembro de 2026, às 13h (horário local), em Fort Hood, Texas.

Por que Nidal Hasan será executado?

Foi condenado em 2013 por matar 13 pessoas e ferir mais de 30 no ataque de Fort Hood de 2009, sob a lei militar.

A execução será realmente transmitida ao vivo?

O Pentágono diz que sim, embora não tenha divulgado detalhes técnicos. Recursos judiciais podem alterar a data.

Quando foi a última execução pública nos EUA?

A última execução amplamente pública nos Estados Unidos ocorreu em 1936.

Quem aprovou o método de fuzilamento?

O secretário de Defesa Pete Hegseth recomendou e o presidente Donald Trump aprovou, como exige a lei militar.

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