O Pentágono confirmou que transmitirá ao vivo a execução por fuzilamento de Nidal Hasan, ex-militar do Exército que matou 13 pessoas e feriu mais de 30 em Fort Hood em 2009 — a primeira execução pública nos EUA desde 1936. O secretário de Defesa, Pete Hegseth, disse que a execução de 3 de dezembro, no Texas, será transmitida para que o público entenda que há consequências sérias. O anúncio surge no avanço das execuções sob Trump e após a injeção letal fracassada de Christa Pike reacender o escrutínio sobre os protocolos.
Por que o Pentágono vai transmitir a execução?
Hasan, psiquiatra do Exército, foi condenado em 2013 por um tribunal militar pelo ataque mais letal em uma instalação militar americana. Trump aprovou o plano após recomendação de Hegseth. Seria a primeira execução militar de um soldado desde 1961 e um uso raro do fuzilamento. Execuções públicas são quase inéditas nos EUA; a última foi em 1936. Especialistas alertam que a transmissão levanta questões morais graves e transforma a pena de morte em espetáculo público, reacendendo o debate sobre procedimentos da pena de morte militar. O sobrevivente Alonzo Lunsford apoia a execução, mas condena a transmissão sem censura.
Avanço da pena de morte sob Trump
Os EUA registraram 47 execuções em 2025, maior total desde 2009, e 28 em 2026, segundo o Death Penalty Information Center. A Flórida lidera com 15 neste ano, seguida pelo Texas com seis. O avanço segue a ordem executiva do primeiro dia de Trump, que orientou o Departamento de Justiça a buscar a pena capital e ajudou estados a obter drogas letais. A Louisiana retomou execuções após 15 anos e adotou hipóxia por nitrogênio com o Alabama, enquanto a Carolina do Sul fez o primeiro fuzilamento desde 2010, numa expansão federal da pena de morte criticada no exterior.
Injeção letal fracassada de Christa Pike
Em 30 de setembro de 2026, o Tennessee tentou executar Christa Pike, 50, pelo assassinato com tortura de Colleen Slemmer em 1995. Pike sobreviveu a duas doses de pentobarbital, seguindo consciente e roncando, e foi hospitalizada com risco de lesão cerebral — caso inédito, segundo o DPIC. O governador Bill Lee suspendeu as execuções restantes e ordenou revisão independente. O médico supervisor, Mark Fowler, já acompanhara outra falha em maio. O caso se soma a outras injeções letais fracassadas no Alabama, Arizona, Flórida, Oklahoma e Texas, reforçando pedidos de reforma dos protocolos. A ONU citou Pike ao pedir a abolição.
Impacto e implicações
Parlamentares de ambos os partidos condenaram o plano. O senador Thom Tillis chamou a medida de repugnante; Chris Murphy disse que execuções públicas são medievais. O arcebispo Paul Coakley alertou que isso pode criar um mártir. Para críticos, a decisão do Pentágono, somada ao caso Pike, coloca o debate sobre a pena de morte nos EUA sob novo escrutínio global.
FAQ: Execução pública e avanço da pena de morte
Os EUA estão retomando execuções públicas?
A última foi em 1936. A transmissão de Hasan seria a primeira desde então, embora não seja um enforcamento público tradicional.
Quando Hasan será executado?
3 de dezembro, às 13h (horário central), em Fort Hood, Texas, por fuzilamento. Ele foi condenado em 2013 pelo ataque que matou 13 pessoas.
O que aconteceu na execução de Christa Pike?
Em 30 de setembro de 2026, Pike sobreviveu a duas doses de pentobarbital, seguindo consciente e roncando, e foi hospitalizada. É o primeiro caso conhecido de sobrevivência nos EUA.
Quantas execuções os EUA fizeram sob Trump?
47 em 2025, o maior número desde 2009, e 28 em 2026. A Flórida lidera com 15, seguida pelo Texas com seis.
Por que transmitir a execução?
Hegseth diz que o público deve ver que há consequências sérias para quem ataca soldados americanos.
Perspectivas
Não é certo que a execução ocorra em 3 de dezembro, pois advogados podem pedir suspensão em tribunais civis. A revisão do Tennessee pode reformular protocolos. A convergência entre execução pública e avanço das execuções deixa o rumo da política de pena capital dos EUA em suspenso.
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