Descoberta crucial na investigação do ataque à mesquita de Islamabad
As forças de segurança paquistanesas alcançaram um avanço significativo na investigação do devastador ataque suicida a uma mesquita em Islamabad, que matou 32 pessoas e feriu outras 169. As autoridades prenderam quatro suspeitos, incluindo o suposto mentor do ataque, descrito como o mais mortal na capital paquistanesa desde 2008.
Detalhes das prisões
As prisões ocorreram após uma intensiva caçada humana nas cidades de Peshawar e Nowshera, a oeste de Islamabad. De acordo com o ministro do Interior do Paquistão, Mohsin Naqvi, o suposto planejador é um nacional afegão com ligações comprovadas com o grupo terrorista Estado Islâmico (EI). 'Capturamos o cérebro por trás deste ataque hediondo,' declarou Naqvi em uma coletiva de imprensa. 'Esta pessoa tem conexões diretas com o Estado Islâmico e foi crucial no planejamento e execução deste ato de terror.'
O ataque e suas consequências
O ataque ocorreu em 6 de fevereiro de 2026 durante as orações de sexta-feira na mesquita Imam Bargah Qasr-e-Khadijatul Kubra, um local de culto xiita nos arredores de Islamabad. Testemunhas descreveram uma cena horrível em que um agressor primeiro abriu fogo contra guardas voluntários antes de detonar um colete explosivo dentro da mesquita lotada.
A filial regional do Estado Islâmico rapidamente reivindicou a responsabilidade pelo atentado, descrevendo os muçulmanos xiitas como 'alvos legítimos' e um 'reservatório humano' para milícias que combatem o grupo na Síria. Esta justificativa destaca o caráter sectário da violência direcionada à minoria xiita paquistanesa, que representa cerca de 10-15% da população.
Cerimônias fúnebres e reação pública
Em 7 de fevereiro, cerca de 2.000 pessoas se reuniram em Islamabad para o funeral de várias vítimas. O clima era pesado de tristeza e raiva. Um presente, que perdeu seu primo de 21 anos no ataque, expressou sua dor à Reuters: 'Que pecado este jovem cometeu para ter que morrer de forma tão sem sentido?'
A segurança foi significativamente reforçada em toda a capital, com postos de controle policial em todas as principais vias. O governo prometeu levar todos os responsáveis à justiça, com o primeiro-ministro Shehbaz Sharif condenando o ataque como uma violação dos princípios islâmicos.
Aumento da violência e tensões regionais
Este ataque ocorre em meio a uma escalada de violência em todo o Paquistão e ao aumento das tensões com o país vizinho, o Afeganistão. De acordo com uma análise da Foreign Affairs, o Paquistão teve em 2025 seu ano mais mortal em uma década, com a violência terrorista aumentando dramaticamente desde que o Talibã retomou o poder no Afeganistão em 2021.
O conflito gira em torno das acusações do Paquistão de que o Afeganistão abriga militantes do Tehreek-e-Taliban Pakistan (TTP) que lançam ataques a partir do território afegão. Isso levou a ataques aéreos paquistaneses contra alvos do TTP no Afeganistão e a ataques de retaliação do Talibã contra postos de fronteira paquistaneses.
Preocupações internacionais
O Conselho de Relações Exteriores dos EUA identificou o Sul da Ásia como uma das regiões de conflito mais perigosas do mundo em seu relatório 'Conflitos a Observar em 2026', alertando que os conflitos do Paquistão com a Índia e o Afeganistão podem escalar para confrontos armados.
A comunidade internacional condenou amplamente o ataque em Islamabad, com apelos para maior cooperação no combate ao terrorismo na região. O atentado levantou sérias preocupações sobre a segurança na capital paquistanesa, anteriormente considerada relativamente segura em comparação com outras regiões do país.
Fontes
CBS News: Suspeitos afiliados ao Estado Islâmico presos por ataque a mesquita no Paquistão
France 24: Grupo Estado Islâmico reivindica ataque suicida mortal em mesquita xiita de Islamabad
Foreign Affairs: Afeganistão e Paquistão em confronto
Reuters: Explosão atinge mesquita muçulmana xiita em Islamabad
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