Rússia ataca Kiev novamente: milhares de edifícios sem aquecimento

Os últimos ataques da Rússia a Kiev deixam milhares sem aquecimento durante o frio congelante, destacando o direcionamento sistemático da infraestrutura energética ucraniana como uma estratégia de guerra de inverno.

Rússia ataca Kiev novamente: milhares de edifícios sem aquecimento
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Edicao: PT

Novos ataques russos deixam residentes de Kiev no frio congelante

A Rússia lançou mais um grande ataque à capital ucraniana, Kiev, empregando drones e mísseis para atingir infraestrutura crucial e deixar milhares de complexos residenciais sem aquecimento durante um dos invernos mais rigorosos em décadas. Os ataques noturnos de 20 de janeiro de 2026 custaram pelo menos uma vida e causaram danos significativos na cidade, com incêndios e apagões afetando centenas de milhares de residentes.

Infraestrutura crítica sob fogo

O prefeito de Kiev, Vitali Klitschko, relatou que 5.635 complexos residenciais perderam seu aquecimento devido aos últimos ataques. 'Quase 80% desses são edifícios onde o aquecimento havia sido restaurado após 9 de janeiro,' declarou Klitschko, referindo-se a ataques devastadores anteriores à infraestrutura da cidade. O prefeito havia pedido anteriormente aos residentes que deixassem a cidade temporariamente após os ataques de 9 de janeiro, que visaram 242 drones e 36 mísseis contra infraestrutura crítica.

Atualmente, mais de 335.000 residentes de Kiev estão sem energia elétrica, e a margem esquerda da cidade permanece sem água. 'Trabalhadores de serviços públicos estão trabalhando para restaurar o fornecimento de calor, água e eletricidade,' acrescentou Klitschko em sua atualização. A Rússia tem atacado sistematicamente a infraestrutura energética da Ucrânia durante todo o inverno, com temperaturas caindo para -15°C durante a noite.

Estratégia de guerra de inverno

Esses ataques representam uma estratégia russa deliberada de usar as condições de inverno como arma contra civis ucranianos. Conforme relatado pela CNN, os ucranianos estão enfrentando um dos invernos mais severos em 20 anos, com temperaturas internas caindo para apenas 10°C em alguns apartamentos. As Nações Unidas estimam que 10,8 milhões de pessoas precisam de assistência humanitária na Ucrânia, com um apelo de US$ 2,31 bilhões para 2026.

O Ministro das Relações Exteriores, Dmytro Sybiha, chamou o último 'ataque bárbaro' de um alerta para os líderes mundiais que participam do Fórum Econômico Mundial em Davos. 'Isso deve servir como um lembrete de que a Ucrânia precisa de apoio contínuo para se defender e proteger sua população,' enfatizou Sybiha.

Novas táticas de defesa e reação internacional

O presidente Volodymyr Zelensky havia alertado sobre novas ondas de ataques aéreos em massa pela Rússia e anunciou novas táticas de defesa envolvendo grupos móveis menores usando drones para interceptar drones e mísseis russos. 'Estamos nos preparando para o pior enquanto esperamos pelo melhor,' declarou Zelensky em seu discurso à nação.

Os ataques também afetaram países vizinhos, com aeroportos em Lublin e Rzeszow, na Polônia, fechando brevemente o espaço aéreo perto da fronteira ucraniana. Autoridades polonesas descreveram isso como um procedimento padrão para permitir a operação segura de aeronaves militares.

De acordo com o Kyiv Independent, isso representa o impacto mais grave até agora devido aos danos cumulativos à infraestrutura energética ucraniana após anos de ataques. Analistas de energia observam que a Rússia parece estar atacando estrategicamente a rede ucraniana para desconectar regiões industriais orientais dos centros de geração de energia nas áreas ocidentais.

A situação é agravada pela escassez de peças de reposição cruciais, infraestrutura coberta de gelo que torna os reparos 2 a 4 vezes mais difíceis e as capacidades de mira aprimoradas da Rússia com milhares de drones. Equipes de resgate montaram tendas de aquecimento e implantaram geradores enquanto formam uma unidade especial de resposta energética para lidar com a crise.

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