Hamas enfraquecido, mas combativo após 22 meses de guerra em Gaza

Após 22 meses de conflito, o Hamas mantém sua força combativa através de células descentralizadas e reutilização de armas. A planejada ocupação israelense do norte de Gaza enfrenta críticas e levanta dúvidas sobre a eliminação do grupo. Especialistas apontam resiliência devido à realidade da ocupação.

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Estratégia de ocupação de Israel

O primeiro-ministro Netanyahu anunciou a ocupação militar total do norte de Gaza para 'libertar' a área do Hamas. Isso apesar dos apelos de centenas de ex-especialistas em segurança israelenses ao presidente Trump para que pressionasse Netanyahu a um cessar-fogo, argumentando que o Hamas já foi derrotado.

Estrutura e capacidades do Hamas

O Hamas opera através de alas militares (Brigadas Qassam) e políticas. Estimativas pré-guerra indicavam 30.000 combatentes; relatos israelenses atuais mencionam 23.000 ativos. O pesquisador Omar Dweik (Universidade de Tilburg) destaca problemas de verificação: "Na guerra de guerrilha, alguém que dispara balas e desaparece não conta necessariamente como combatente."

Nova abordagem tática

A organização mudou para células descentralizadas de 5-10 militantes. O especialista em terrorismo Magnus Ranstorp confirma: "Enfraquecido, mas ainda combativo", com táticas de ataque e fuga e túneis remanescentes. A nova liderança inclui Khalil al-Hayya (político) e Izz al-Din al-Haddad (militar).

Fornecimento de armas

Rotas de contrabando submersas do Irã e da Líbia são reutilizadas pelo Hamas para munição israelense não explodida. Dweik: "Eles desmontam bombas." Estoques pré-guerra e armas capturadas durante os ataques de outubro de 2023 complementam isso.

Dilema da ocupação

Especialistas duvidam que a eliminação do Hamas seja possível. Dweik: "Derrotar militarmente é extremamente difícil. Sempre surge nova resistência enquanto Gaza permanecer ocupada." O desafio central está na política de ocupação de Israel, que alimenta resistência contínua.

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