As forças israelenses arrasaram o distrito de Ein Deir Baha, em Hebron, na Cisjordânia ocupada, nivelando ou marcando para destruição cerca de 35 hectares e deslocando aproximadamente 1.500 palestinos poucos dias antes das eleições gerais de terça-feira. A operação, descrita pelas autoridades locais como punição coletiva, ocorreu após a morte de dois soldados israelenses por dois atiradores palestinos em um posto de controle na sexta-feira. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu prometeu “destruir este lugar” em retaliação, enquanto Hebron permanece bloqueada por postos de controle.
O que aconteceu em Hebron?
A prefeitura de Hebron afirmou que 35 hectares foram destruídos ou destinados à demolição no distrito de Ein Deir Baha, com cerca de 1.500 pessoas expulsas e aproximadamente 300 famílias abrigadas em salões comunitários. A agência Wafa relatou planos de deslocar outras 2.500 pessoas. O prefeito Yousef Jaabari chamou a cidade de “zona de desastre”, onde “ninguém pode entrar ou sair”, segundo o Middle East Eye. Cerca de 2.670 palestinos foram deslocados de Deir Baha, al-Jalda e bairros vizinhos — área de cerca de 330 dunams e mais de 490 unidades habitacionais. A Mesquita Ibrahimi, patrimônio mundial da Unesco, foi fechada, sua equipe expulsa e o chamado à oração proibido. As forças israelenses também impuseram restrições nos postos de controle de Hebron em toda a cidade de 250 mil habitantes.
Por que Israel lançou a demolição?
A repressão seguiu um tiroteio de sexta-feira em um posto militar que matou dois soldados israelenses e dois atiradores. As FDI afirmaram que a área abrigava um clã ligado ao Hamas e que civis poderiam sair por pontos de triagem. Israel lançou a operação “Rugido de Judá”, com invasões de casas, prisões, demolições e deslocamento forçado, segundo o Middle East Eye. Autoridades de defesa disseram que os deslocados não poderão voltar até que a infraestrutura do Hamas em Hebron seja desmantelada. Netanyahu declarou: “Vamos destruir este lugar”, enquanto o ministro das Finanças, Bezalel Smotrich, filmado com colete à prova de balas em um local de demolição, defendeu uma campanha “exatamente como em Gaza e no Líbano”.
Como a operação afeta as eleições de terça-feira?
As demolições ocorrem quatro dias antes do voto, ligando retaliação de segurança, deslocamento palestino e política eleitoral. Jaabari acusou Israel de punição coletiva e de usar Hebron para propaganda eleitoral. A escalada oferece uma narrativa de segurança para a campanha eleitoral de Benjamin Netanyahu e seus aliados de direita, atraindo condenação de observadores palestinos e internacionais.
Impacto e reação internacional
Moradores relataram que soldados deram cinco minutos para as famílias saírem; ao menos 40 palestinos foram presos e negócios e casas demolidos. O Clube de Prisioneiros Palestinianos registrou 47 prisões. A economia de Hebron, a governadoria mais populosa da Cisjordânia, perde milhões de shekels com fábricas fechadas e circulação de mercadorias obstruída. O deslocamento agravou a crise de deslocamento na Cisjordânia, com 177 famílias dizendo não ter para onde ir. Grupos de direitos humanos classificaram a operação como punição coletiva sob o direito internacional, proibida pela Quarta Convenção de Genebra.
FAQ
O que é o distrito de Ein Deir Baha, em Hebron?
É um bairro palestino no oeste de Hebron, na Cisjordânia ocupada, alvo de forças israelenses após um tiroteio na sexta-feira, com cerca de 35 hectares destruídos ou destinados à demolição.
Quantos palestinos foram deslocados em Hebron?
As estimativas variam de 1.500, segundo a prefeitura, a cerca de 2.670, segundo o Middle East Eye, com 300 a 488 famílias expulsas de suas casas.
Por que Israel isolou Hebron?
Após dois soldados israelenses serem mortos por dois atiradores palestinos na sexta-feira; as FDI afirmaram que os atacantes vinham de um clã ligado ao Hamas na área.
O que disse Netanyahu sobre a operação?
Prometeu “destruir este lugar” em retaliação; Smotrich defendeu uma campanha “exatamente como em Gaza e no Líbano”.
A demolição está ligada às eleições israelenses?
Sim, a operação ocorre dias antes do pleito de terça-feira, e o prefeito acusa Israel de usar a cidade para propaganda eleitoral.
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